Caminho até a história

A história da Copa do Mundo estará em boas mãos. França e Croácia duelam no próximo domingo. Na campeã de 1998, o destaque é – claramente – Mbappé. Mbappé é um menino craque. Tem 19 anos, mas maturidade de uns 30 em campo. Sua explosão e sua velocidade são de assustar qualquer adversário. Ali, no meio do caminho, ficaram Argentina e Bélgica.

Assumir o protagonismo não é fácil. Messi é o protagonista da Argentina, mas é questionado por nunca ter vencido um mundial. Cristiano Ronaldo é dono do time português, mas jamais conseguiu resultado expressivo em Copas. Neymar é o chefe brasileiro desde os 20 e poucos anos, mas também não chegou ao exito máximo. Reparem: sempre existiu o “mas” no meio da história . Ele ainda não está na vida de Mbappé.

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Mbappé chegou para ser coadjuvante no PSG cheio de estrelas. Espécie de assistente de Neymar, Cavani e companhia. Aos poucos, como quem não quer nada, fez boas partidas e levou a camisa 10 francesa na Copa. E não desconfiou jamais: pediu, exigiu e quis o número. Já foi de Zidane e Platini. Hoje é de Mbappé. Melhor do que Henry. Pode ser mais representativo aos franceses do que Platini se ganhar domingo. E tanto quanto  Zidane – o genial e extraordinário Zidane – se manter esse nível de 2018 por mais tempo.

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Pouco se fala de outro jogador específico. O meio de campo francês é bem construído. Relaciona ataque, transição e defesa de modo raro. Pogba é um dos responsáveis. Ele é grandalhão, tem mais de um metro e noventa de altura. Suas pernas são longas. Quando o adversário parece mais pronto para dominar a bola, Pogba estica uma de suas pernas e, como um sapo gigante pega uma mosca, captura a bola. E deixa o outro jogador triste, como criança que perde o doce. Pogba é um craque.

A seleção da Croácia é forte psicologicamente. Saiu perdendo para a boa – nada mais do que boa – Inglaterra e inverteu a coisa. Conseguiu virar o jogo e se classificar . Modric dá o tom da música. Modric é um ritmista. É absolutamente acima da média e preciso nos passes. Rakitic não tem a liberdade prevista porque precisa recompor, ao lado de Brozovic. 

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A Croácia é mais cabeça, mas também é coração quando precisa. Passou por apuros durante a Copa e está aí: viva, forte, em campanha histórica. Vai brigar de igual para igual. No se quatro, três, três. Em sua escola, seu bom jogo, seu suor esperado. Será um grande jogo.

Sobraram França e Croácia. O caminho até domingo tem três dias: uma eternidade para quem quer ser a história .

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