Cuiabá 300 anos!

Sou natural do município de Tangará da Serra, com quatro anos, meu pai se viu obrigado a mudar-se para Cuiabá, fomos morar, num primeiro momento no bairro Planalto, do qual, trago boas recordações. Na minha humilde trajetória de vida; já fui vendedor ambulante, jornaleiro, jardineiro, ajudante de pedreiro cobrador de táxi-lotação e finalmente vigilante. Depois, mudamos para o bairro Altos da Serra, no qual dei início a minha árdua trajetória política, pautada na honestidade, retidão de caráter, lutando sempre pela melhoria do bairro ao qual adotei como morada.

Com 39 anos vividos na capital, me sinto cuiabano, como tal, amo esta terra de forma incondicional, em função disso, posso discorrer sobre ela, com propriedade, pois a minha trajetória política e familiar, foi construída nela.

Sou grato, a Cuiabá “cidade verde”, como popularmente é conhecida, por causa, da grande arborização. A mesma está situada à margem esquerda do rio de mesmo nome e forma uma conurbação com o município vizinho, de Várzea Grande.

No último pleito, na disputa ao cargo de deputado estatual obtive na capital quase 12.000 votos, me tornando, o segundo mais votado em Cuiabá, isso nos credencia a tecer comentários, a respeito da mesma, na data em que ela, comemora 300 anos.

Seu processo histórico tem origem, em 1718 quando chegou ao local, já abandonado à bandeira do sorocabano Pascoal Moreira Cabral. Num primeiro momento, a expedição de Cabral, tinha como objetivo principal, a captura de índios.

Ao subir o rio Coxipó, travou uma árdua batalha com os índios coxiponés, nesse confronto foram derrotados; os bandeirantes recuaram e voltaram, no caminho encontraram ouro, deixando assim a captura de índios para se dedicar ao garimpo, algo mais rendoso.

Somente em 8 de abril de 1719, Pascoal Moreira Cabral, assinou a ata de fundação de Cuiabá no local conhecido como Forquilha, às margens do Coxipó, de forma a garantir os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo.

Apenas em 1º de janeiro de 1727, Cuiabá foi elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

Cuiabá só chegou à condição de cidade em 17 de setembro de 1818, tornando-se capital da então província de Mato Grosso em 28 de agosto de 1835, pois antes a capital era Vila Bela da Santíssima Trindade, tendo como governador, Antônio Rolim de Moura.

Voltando ao século XXI, efetivamente temos pouco a comemorar, principalmente no que tange aos pontos nevrálgicos, que assolam nossa querida capital; entre os quais, um se destaca, por ser emblemático, a questão da Saúde Pública, principalmente, com o fechamento da Santa Casa de Misericórdia, inaugurado há exatos 201 anos, fechando as portas em definitivo.

Buscar culpados neste momento, em que se comemora aniversário da nossa querida Cuiabá, seria no mínimo, temerário, principalmente pelo fato da existência de um jogo de empurra, com relação aos culpados, pelo fechamento dessa instituição secular.

Vamos minimizar a situação, falando das lendas cuiabanas, neste contexto, evoco o grande poeta Moisés Martins, que diz “Toda cidade tem suas lendas, algumas são mais conhecidas, outras já se perderam com o passar dos anos”, ele faz alusão “Minhocão do Pari, Negrinho D’Água, Procissão das Almas e por ai vai”, são as chamadas lendas urbanas, que norteiam nossa história.

Parabéns Cuiabá, pelos 300 anos!

*Elizeu Nascimento é deputado estadual pelo DC.
LAIS MEDEIROS DO CANTO / Gabinete do deputado Elizeu Nascimento

Fonte: ALMT
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