Dia Mundial da Obesidade: um a cada oito adultos é obeso, diz OMS


Obesidade deve ser tratada como um assunto sério e com responsabilidade pelas autoridades de saúde, aponta OMS
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Obesidade deve ser tratada como um assunto sério e com responsabilidade pelas autoridades de saúde, aponta OMS

Um em cada oito adultos é obeso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A estimativa global foi divulgada nesta quinta-feira (11), data em que é lembrado o Dia Mundial da Obesidade.

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A agência da ONU também informou que espera-se que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de indivíduos estejam com excesso de peso, sendo mais de 700 milhões com obesidade .

Já o número de crianças com sobrepeso e obesidade pode chegar a 75 milhões caso nada seja feito – incluindo 427 mil crianças com pré-diabetes, 1 milhão com hipertensão arterial e 1,4 milhão com aumento do acúmulo de gordura no fígado.

A campanha global em 2018 tem como proposta combater o estigma da obesidade e tratar o assunto com respeito, disseminando informações de maneira responsável, reconhecendo a obesidade como uma doença crônica multifatorial e investindo em políticas públicas de prevenção e tratamento.

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica promovem atividades em alguns estados com o objetivo de estimular a prevenção do sobrepeso e da obesidade. A programação está disponível na página da entidade, na internet.

Dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que mais de 50% da população brasileira tem excesso de peso. As entidades alertam que a obesidade é uma doença crônica que tende a piorar com o passar dos anos, caso o paciente não seja submetido a um tratamento adequado e contínuo.

“Além de reduzir a qualidade de vida, pode predispor a doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer ”, alertaram os especialistas. 

Diminuir obesidade pode evitar casos de câncer


Estudos apontam que obesidade infantil tem relação com casos de diabetes tipo 2 em crianças
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Estudos apontam que obesidade infantil tem relação com casos de diabetes tipo 2 em crianças

Um novo estudo revela que, no Brasil, pelo menos 15 mil casos de câncer poderiam ser evitados com a diminuição da obesidade e sobrepeso. Isso significaria 3,8% do total de diagnósticos da doença revelados anualmente.

De acordo com um estudo epidemiológico feito pelo Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com ajuda da Universidade de Harvard (Estados Unidos), até 2025 esse número pode aumentar, já que a tendência é de que novos casos de câncer relacionados à obesidade e excesso de peso cheguem a 29 mil a cada ano.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que pelo menos 14 tipos de câncer associam essas condições com um maior risco de desenvolver tumores malignos. Alguns exemplos são o câncer de mama (pós-menopausa), cólon, reto, útero, vesícula biliar, rim, fígado, mieloma múltiplo, esôfago, ovário, pâncreas, próstata, estômago e tireoide.

“O problema principal é que vem ocorrendo um aumento nas prevalências de excesso de peso e obesidade no Brasil e, com isso, os casos de câncer atribuíveis a essas duas condições também devem crescer. Fora isso, espera-se que haja um aumento nos casos de câncer como um todo, pois a população do país vai aumentar e envelhecer”, avalia o doutorando na FMUSP, Leandro Rezende, um dos autores do artigo sobre o assunto, publicado na revista Cancer Epidemiology .

Para o pesquisador, o aumento do poder econômico nos últimos anos fez com que a população aumentasse também o consumo. No entanto, em termos de alimentação, o fenômeno ficou atrelado principalmente aos alimentos ultraprocessados.

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“O estudo que relaciona câncer e obesidade mostra essa fase de transição nutricional epidemiológica. São justamente esses alimentos altamente calóricos, com quantidade elevada de açúcar, sal e gordura, que também são os produtos mais baratos”, afirma.

*Com informações da Agência Brasil

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