Elogiado contra o Brasil, Fellaini pode voltar a esquentar banco na Bélgica


Meio-campista Fellaini marcou gol na vitória da Bélgica contra o Japão e foi bem contra o Brasil
Divulgação/Fifa.com

Meio-campista Fellaini marcou gol na vitória da Bélgica contra o Japão e foi bem contra o Brasil

O técnico Roberto Martínez tirou o atacante Mertens para dar vaga ao contestado volante Marouane Fellaini na partida contra o Brasil, nas quartas de final da Copa do Mundo. A aposta deu certo e o jogador de 1,94 metro de altura foi um dos principais responsáveis por ‘anular’ Neymar e por dar mais liberdade a De Bruyne atacar – como no segundo gol dos belgas.

Mas a passagem do jogador do Manchester United pela equipe titular da seleção belga já deve ser encerrada. O ala Meunier está suspenso para a  semifinal contra a França devido ao acúmulo de cartões amarelos e sua ausência tende a levar Martínez a alterar o sistema de jogo do time, passando do 3-5-2 para o 4-4-2. Assim, o ponta Yannick Carrasco retornaria à equipe titular e Kompany ganharia a companhia de Vermaelen na defesa, restando a Marouane Fellaini  apenas um lugar no banco de reservas.

A seleção da Bélgica chegou nesta segunda-feira (9) a São Petersburgo, onde será disputado o jogo contra a França. O meio-campista Kevin De Bruyne concedeu entrevista coletiva hoje mais cedo e reafirmou que seu objetivo vai além da semifinal contra os franceses.

“No passado, eu disse que viria à Rússia para vencer e isso talvez tenha soado um tanto arrogante. Mas a ideia é que nós precisamos pensar apenas na vitória para maximizar nossas chances em campo. Eu quero ser campeão do mundo”, disse o jogador, que não conseguiu fazer uma previsão muito exata de como deve ser o jogo contra a França. “É difícil dizer se será uma partida com foco maior na defesa. Os dois times têm habilidades para jogar de um jeito espetacular e ofensivo, mas o principal objetivo será mesmo a vitória”, afirmou.

Se antes do jogo contra a seleção brasileira o técnico Roberto Martínez desatinou em elogios ao adversário, desta vez o treinador focou em exaltar as qualidades de sua própria equipe. “Nosso time é formado por jogadores comprometidos em ajudar uns aos outros e em formar uma equipe de alta performance. Trabalhamos muito nos últimos dois anos para nos tornar os melhores em nível internacional”. disse.

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França enfrentará velho conhecido


Lukaku e Henry são os maiores artilheiros de Bélgica e França, respectivamente; os dois estarão do mesmo lado
Divulgação/Fifa.com

Lukaku e Henry são os maiores artilheiros de Bélgica e França, respectivamente; os dois estarão do mesmo lado

Pelo lado dos franceses, o principal assunto das entrevistas antes do jogo contra a Bélgica é o fato de um ídolo nacional estar do lado adversário. O ex-atacante Thierry Henry, maior artilheiro da história da seleção francesa, com 51 gols marcados, é auxiliar-técnico de Roberto Martínez na Bélgica.

O técnico da França, Didier Deschamps, disse encarar com naturalidade o fato de enfrentar um ex-colega de equipe. Os dois levantaram juntos o troféu do único título mundial conquistado pelo país, em 1998.

“Ele é uma pessoa que eu realmente admiro. Jogamos juntos quando ele era muito mais jovem que eu, quando eu já estava encerrando minha carreira. Essa é uma situação difícil, mas que às vezes acontece. Ele sabia que isso poderia acontecer quando decidiu se tornar assistente de Martínez. Mas, pessoalmente, estou muito satisfeito em saber que eu o verei amanhã”, afirmou Deschamps.

O capitão da equipe, o goleiro Hugo Lloris, também falou sobre Henry. “Ele foi um jogador incrível e é um grande cavalheiro. É um tanto estranho vê-lo com a equipe da Bélgica, mas essa é a carreira dele. Imagino que seu coração estará confuso porque, antes de qualquer coisa, ele ainda é um francês”, declarou.

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