GAE apresenta iniciativas do Governo para fomentar a inovação

A inovação como ferramenta para promover vantagens competitivas e a alta produtividade nos estados e regiões, foi tema de uma das mesas de debate do 10º Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec). O secretário adjunto de Estruturação e Inovação do Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE), Flávio Gomes, coordenou o debate. O evento é realizado pela primeira vez em Mato Grosso.

Para o secretário do GAE, Gustavo de Oliveira, eventos como o promovido pela associação nacional de gestores representam o interesse da sociedade em buscar novas alternativas de crescimento. Segundo ele, a criação do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento do Brasil Central (BrC), autarquia formada por chefes dos Executivos estaduais do Centro-Oeste, Rondônia e Tocantins; é um exemplo de como os gestores têm procurado novas maneiras para estimular a inovação em seus estados.

“A criação do Consórcio Brasil Central é uma inovação em termos de modelo desenvolvimentista, diferente do estabelecido pelo modelo econômico clássico. Mato Grosso, por exemplo, possui DNA inovador com forte vocação para o setor do agronegócio, que investe em novas iniciativas para aumentar a produtividade aliada à qualidade”, ressaltou Gustavo, que também é membro do Conselho Consultivo do BrC, ao apresentar aos demais componentes do dispositivo o trabalho desenvolvido no Estado para fomentar o ecossistema local de empreendedorismo e inovação.

De acordo com o secretário, a criação do Parque Tecnológico e a parceria do Governo para a realização de eventos nacionais e internacionais das comunidades locais, integram a proposta do Executivo estadual para trabalhar em rede e identificar práticas inovadoras que podem ser inseridas ao cenário de transformações do Estado. Em oito meses, destacou, o Governo mobilizou mais de 30 parceiros e impactou mais de 400 agentes com a realização de eventos de inovação. Com as próximas realizações, a expectativa é fomentar até o final de 2016 mais de mil agentes locais.

O superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Daniel Latorraca, lembrou que o Estado é o maior produtor agropecuário do país, liderando em gado, milho de pipoca e soja. Na avaliação de Latorraca uma nova indústria está se formando no mundo e ao fazer parte do movimento iniciado pelo Consórcio Brasil Central, Mato Grosso pode alavancar o crescimento da região. “Está começando não só no Brasil, como no mundo, e Mato Grosso ao participar do bloco pode nos colocar nessa rota de crescimento”.

Francisco Oliveira, presidente da Fundação Rondônia de Amparo à Pesquisa, Ciência e Tecnologia (Fapero), afirmou que a busca pelo conhecimento e solução de problemas locais tem encontrado terreno fértil no Estado. Segundo ele, nos últimos dois anos, o Governo de Rondônia investiu mais de R$ 22 milhões na área de pesquisa. “Não podemos perder a oportunidade de crescer e de formar mais doutores”, frisou o presidente ao afirmar que é necessário que o Consórcio BrC rompa paradigmas a fim de promover o desenvolvimento integrado dos estados.

A secretária de Desenvolvimento Econômico do Governo de Goiás (SED/GO), Aline Figlioli, presidente da rede goiana de inovação, falou sobre a experiência obtida com o Programa Estadual de Inovação e Tecnologia, o Inova Goiás, lançado em setembro de 2015, e que consiste em aumentar a produtividade da economia goiana fazendo com que o estado assuma nos próximos anos uma posição de vanguarda no cenário nacional e internacional. Conforme Figlioli, o programa tem como base três pilares: o Governo, a universidade e as empresas.

“Lá (em Goiás), há um movimento forte de aproximação entre o governo, instituições de ensino e empresas locais. Sozinho o estado não faz muito, precisamos de parceiros, e o governador comprou essa ideia e criou o Conselho Superior de Inovação”, afirmou a secretária.

O representante do Ministério da Ciência, Tecnologia da inovação (MCTI), Edilson Pedro, que também participou da mesa, destacou o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação sancionado pela presidente Dilma Rousseff, em janeiro deste ano. A legislação regula a integração entre agentes públicos e privados que constituem o sistema de ciência, tecnologia e inovação no País. Segundo ele, a falta de integração no planejamento, formulação e financiamento, e até mesmo diferenças partidárias, tendem a travar as políticas públicas para o setor. “Quando você trava esse diálogo, você perde a horizontalidade de políticas que são transversais”, explica. Conforme Edilson, o novo Marco Legal representa uma reforma nacional na legislação que regula uma política capaz de sustentar a ciência e a tecnologia no Brasil.

Fortec

O Fortec é uma organização associativa civil, de direito privado e sem fins lucrativos. Criado em 2006, mantém-se até hoje como a única organização brasileira a representar os gestores das políticas de inovação e das atividades relacionadas à propriedade intelectual e à transferência de tecnologia. Os encontros nacionais do Fórum ocorrem desde 2007.

Esta é a primeira vez que Mato Grosso recebe o evento, que reúne anualmente especialistas nacionais e internacionais, além de representantes governamentais e empresários para compartilhar experiências e discutir questões referentes à inovação tecnológica do País.

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