Inquérito do caso Daniel é encerrado com 370 páginas e sete pessoas indiciadas


Daniel mandou fotos ao lado de Crtistiana Brittes logo após gravar um áudio para amigo
Reprodução

Daniel mandou fotos ao lado de Crtistiana Brittes logo após gravar um áudio para amigo

A investigação sobre a morte do jogador Daniel, de 24 anos de idade e que estava emprestado pelo São Paulo ao São Bento, foi concluída pela Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Leia também: “Tem uma coroa dormindo”, disse Daniel em áudio pouco antes de ser morto

Após ouvir 21 testemunhas, o inquérito foi encerrado em um documento com 370 páginas. No total, sete pessoas serão indiciadas pelo assassinado de Daniel , que aconteceu no último dia 27 de outubro.

Responsável pelo caso, o delegado Amadeu Trevisan decidiu anexar os laudos do IML (Instituto de Criminalística e do Instituto Médico-Legal) posteriormente para, então, encaminhar o inquérito ao Ministério Público do Paraná.

“Todas as perícias necessárias, relatórios policiais, tudo já está dentro do inquérito policial. Estou aguardando ligação do IML, pois esses laudos devem ficar prontos amanhã, tanto da Criminalística quando do IML, e serão juntados ao inquérito policial”, disse Trevisan.

Para o delegado, Edison Brittes decidiu matar Daniel no momento em que o encontrou na cama com sua esposa, Cristiana Brittes, durante a festa realizado em sua residência, após a comemoração do aniversário de 18 anos da filha do casal, Allana Brittes. E que não houve tentativa de estupro por parte do atleta.

Leia também: Edison agrediu Cris com tapa na cara antes de matar Daniel, diz testemunha

“Eu entendo que ali ele já decidiu matar, o que ele viu antes ou depois não interferiu. Pelas fotos, a mulher está apagada, dormindo pesadamente. Os depoimentos são unânimes em afirmar que ela estava muito embriagada. O Daniel, como vocês sabem, estava com 13,4 decigramas de álcool no sangue, e pela imagem a gente observa que ele fez aquela foto simplesmente para se aparecer a um grupo de amigos da cidade dele”, completou.

Sobre os indiciamentos, Amadeu Trevisan deu a explicação. “Todos os sete foram indiciados, mas não significa que ficarão presos. Devem responder por homicídio qualificado, alguns por fraude processual, tivemos também coação de testemunha no curso do processo. Mas não devo indiciar mais ninguém nesse momento, o inquérito está finalizado”, completou.


Edison e Cristiana Brittes foram indiciados pela morte de Daniel
Divulgação

Edison e Cristiana Brittes foram indiciados pela morte de Daniel

Os sete indiciados pelo crime são os três membros da família Brittes e outras quatro pessoas qua participaram da morte, de alguma maneira.

Edison Brittes, assassino confesso de Daniel, vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A mulher Cristiana e a filha Allana foram indiciadas por coação de testemunha e fraude processual.

Leia também: Testemunha do assassinato de Daniel recebeu ameaças de morte, diz advogado

Já Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, que estava no carro que levou Daniel até o local onde o jogador foi morto, vai responder por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, assim como Ygor King e David Willian Vollero da Silva.

Por fim, Eduardo Purkote, que participou das agressões a Daniel na casa dos Brittes, será indiciado por lesões corporais graves.

Comentários Facebook