Júlio Campos ainda avalia concorrer a deputado estadual

DO RDNEWS

Caso Júlio Campos (DEM) concorra a deputado estadual e consiga assegurar cadeira na Assembleia, será o primeiro ex-governador a fazer essa trajetória política desde a divisão de Mato Grosso, em 1º de outubro de 1977. O democrata não nega a possibilidade de disputar as eleições de outubro e até confidenciou a amigos próximos que almeja presidir o Poder Legislativo, mas esbarra em algumas resistências.

“Minhas filhas não querem que eu seja candidato a deputado estadual e estou com dificuldade para convencê-las do contrário. A exceção é meu filho Júlio Neto que aceita e até já está fazendo campanha”, brinca o político de 71 anos que foi prefeito de Várzea Grande, governador por dois mandatos, senador, deputado federal e Conselheiro do Tribunal de Contas.

A resistência das filhas está no fato de Júlio ter se submetido a transplante de fígado no ano passado e ter recebido recomendação médicas para desacelerar suas atividades. Justamente por isso cogita disputar somente à Assembleia, o que evitaria as constantes viagens a Brasília como no período em que exerceu o último mandato de deputado federal.

A divisão do Estado aconteceu no Governo Garcia Neto. Desde então, passaram pelo Palácio Paiguás Cássio Leite de Barros, Frederico Campos, Júlio Campos, Wilmar Peres de Farias, Carlos Bezerra, Edson Freitas, Moisés Feltrin, Jayme Campos, Dante de Oliveira, Rogério Salles, Blairo Maggi, Silval Barbosa e o atual governador Pedro Taques.

Da lista dos ex-governadores pós-divisão, Frederico Campos concorreu a deputado estadual em 1990 e não conseguiu se eleger. Moisés Feltrin, que era presidente da Assembleia e assumiu a chefia do Executivo por 33 dias para concluir o mandato de Edson Freitas que sofreu acidente aéreo, foi reeleito naquele período, o que é um caso à parte.

Outros foram deputados estaduais antes de passar pelo Governo do Estado. Esse é o caso de Garcia Neto, Wilmar Peres de Farias, Carlos Bezerra, Dante de Oliveira e Silval Barbosa.

Trajetória partidária

Júlio ingressou na vida pública em 1964 e sempre se manteve na mesma corrente política, que passou por diversas nomenclaturas até chegar ao DEM. Foi do antigo PSD, da Arena que sustentou o regime militar, do PSD e do PFL.

“Sou pessedista do tempo de Filinto Müller, Ponce de Arruda, Pedro Pedrossian, Emanuel Pinheiro (o pai), Vicente Vuolo, Rachid Mamede, meu pai seo Fiote e Licínio Monteiro”, concluiu o democrata se referindo a ex-governadores e políticos mato-grossenses da velha guarda.

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