Na reta final, confira o que gostamos e o que não gostamos em “Deus Salve o Rei”

Sucessora de “Pega Pega”, trama de roteiro suave e humor falho, “Deus Salve o Rei” chamou a atenção inicialmente do público por sua imponência técnica e elenco formado por atores pop.

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Divulgação / Rede Globo

“Deus Salve o Rei”

Em pouco tempo “Deus Salve o Rei” se tornou uma das novelas mais aguardadas pelo público e pela grande imprensa. O investimento injetado pela
Rede Globo
na atração surpreendeu, a grande semelhança com o cenário de “Game of Thrones” chamou atenção e a ansiedade para provar o desenrolar da trama era um fator presente.  

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Depois de seis meses no ar, a novela está prestes a deixar a grade de programação da Rede Globo antes do estipulado. A partir disso, o iG Gente resolveu fazer um panorama analisando o que gostamos e o que não gostamos na trama escrita por Daniel Adjafre e dirigida por Fabrício Mamberti.

A ambientação merece um prêmio



Divulgação / Rede Globo

“Deus Salve o Rei”

A intenção inicial era mandar o elenco e toda a equipe para a Europa para gravar a novela. No entanto, devido ao valor superfaturado do euro na época, os diretores resolveram montar o maior time de efeitos cenográficos já feito na Rede Globo.

A produção viajou para países como Espanha, Escócia e Islândia para captar cenas de florestas, montanhas e castelos, que foram retratados como pertencentes aos reinos fictícios da trama, Montemor e Artena.

Segundo o próprio escritor da atração, Daniel Adjafre, várias séries medievais como “Game Of Thrones” e “Vikings” também foram utilizadas como referência e tudo isso foi notado pelo público. O cuidado com a ambientação e cenografia foi digna de um prêmio e, sim, isso entrou para a lista de coisas que gostamos em “Deus Salve o Rei”.

Deus Salvou o Rei, mas o roteiro não


Em sua reta final, veja o que gostamos e o que não gostamos em
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Em sua reta final, veja o que gostamos e o que não gostamos em “Deus Salve o Rei”

Como citado, os diretores e roteiristas se inspiraram em séries medievais para ambientar a novela da melhor forma. Apesar da técnica visual estar impecável, o roteiro não teve a mesma atenção. Muito pelo contrário.

Com dialeto muitas vezes atual, “Deus Salve o Rei” se perdeu muito quando o assunto eram os costumes da época medieval, os cacoetes, os maneirismos de linguagem e o discurso desenvolvido por seus personagens.

Prova disso se dá quando Rodolfo (Johnny Massaro), já coroado Rei de Montemor, quebra inúmeros protocolos por seu bem pessoal. Até mesmo os dogmas da igreja, que na época medieval tinha poder majoritário sob o reinado.

O Lineu salvou o bonde!


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Marco Nanini, o eterno Lineu de “A Grande Família”, iniciou a trama como o imponente Rei de Artena e pai da princesa Catarina (Bruna Marquezine). Bem ambientado e com boas falas, o personagem deu o gosto do tempo dos reinados que o telespectador esperava.

Além dele, a atriz Rosamaria Murtinho, que deu vida a falecida Rainha de Montemor, garantiu uma atuação digna, que junto a Marco Nanini manteve a fórmula perfeita (Roteiro + Visual) em “Deus Salve o Rei”.

No entanto, após a morte da Rainha, a queda de Artena e um golpe elaborado por Catarina, o personagem de Lineu perdeu destaque e ficou confinado em um calabouço, dando margem para o declínio do roteiro.

A desconstrução em “Deus Salve o Rei” não vingou


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É compreensível que a novela queira se manter o mais atual possível, mesmo sendo ambientada na era medieval. No entanto, a desconstrução dos personagens, por mais que não sejam os principais, atrapalhou.

A começar por Marina Moschen (Selena) que com pouco tempo de treinamento tornou-se a primeira mulher a ocupar o cargo de Chefe da Guarda Real. Além disso, Giovanni de Lorenzi, intérprete de Ulisses, que fez casal com Selena, se livrou facilmente do treinamento militar imposto aos meninos para ocupar rapidamente um cargo na cozinha do castelo de Montemor.

Se alguém salvou o Rei, foi o humor


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Apesar do desfalque evidente na linguagem medieval, a novela compensou muito no lado humorístico com o casal nada convencional Lucrécia e Rodolfo, que ganharam vida através de Johnny Massaro e Tatá Werneck.

Definitivamente, o papel de Tatá e Johnny era manter o núcleo humorístico da novela. Já que como princesa e príncipe, eles falharam miseravelmente.

Além disso, Daniel Warren (Orlando) e Leandro Daniel (Petrônio) também merecem seu crédito no lado humorístico da trama. Os conselheiros do Rei divertiram o público ao elaborar planos mirabolantes para se beneficiar através das regalias do Rei (Johnny Massaro).

Precisava de Romeu e Julieta?


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Apesar do romance pastelão entre Afonso (Rômulo Estrela) e Amália (Marina Ruy Barbosa) ser um clichê dos mais antigos, foi uma das melhores coisas da novela até então. Afinal, como diz o ditado “em time que está ganhando, não se mexe”, e foi exatamente assim que os personagens ficaram, juntos, apesar dos contratempos.

A bagunça na linguagem do roteiro e as inúmeras quebras de protocolos da época não infectaram o casal que permaneceram intactos sobre os efeitos negativos que se espalharam pelo resto do elenco criativo.

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Nem um feitiço separou os dois personagens de “Deus Salve o Rei” , mandando uma mensagem romântica e antiga, porém, válida: “Nada é mais forte que o amor”.

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