OMS aponta que 25% dos adolescentes que vivem com HIV têm depressão


Pessoas com HIV estão mais vulneráveis a desenvolverem depressão, informa um alerta da UNAIDS
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Pessoas com HIV estão mais vulneráveis a desenvolverem depressão, informa um alerta da UNAIDS

Um estudo realizado em 38 países apontou relação de pessoas com HIV e depressão: 15% dos adultos e 25% dos adolescentes que vivem com o vírus já apresentaram quadros de depressão ou se sentiram sobrecarregados, de acordo com informações do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

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De acordo com o programa da ONU, pessoas com HIV estão sob maior risco de desenvolver problemas de saúde mental. “O HIV afeta os mais vulneráveis e marginalizados da sociedade, que também são desproporcionalmente afetados por problemas de saúde mental,” afirmou nesta semana o diretor-executivo do UNAIDS, Michel Sidibé.

O transtorno mental pode dificultar a busca por assistência médica e a adesão à terapia antirretroviral. Além disso, os efeitos colaterais do tratamento do vírus podem provocar depressão, nervosismo, euforia, alucinações e psicose. Levantamentos feito em países da África sugerem que há uma prevalência de 24% de depressão entre as pessoas que vive com o vírus da Aids.

Por isso, Sidibé destaca a importância de pensar em políticas públicas que unam tratamentos para as duas condições. “Ao integrar os serviços de HIV e de saúde mental, poderemos alcançar mais pessoas com atendimento especializado e suporte capazes de salvar vidas dos quais elas precisam urgentemente”, declarou.

Ao mesmo tempo, quem enfrenta problemas de saúde mental também está mais vulneráveis a infecções pelo HIV. O UNAIDS explica que os riscos aumentam por conta do acesso reduzido a informações, incluindo sobre prevenção, pelo uso de drogas injetáveis, por episódios de abuso sexual, pelo baixo uso de preservativos e por relações sexuais sem proteção entre homens. Outro fator que contribui para o problema são relações sexuais com usuários de drogas injetáveis.

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Pesquisas feitas em cinco continentes estimaram que a prevalência do HIV entre quem vive com transtornos mentais graves pode variar de 1,5% na Ásia até 19% na África.

“Muitos pacientes não têm seus problemas de saúde mental diagnosticados ou tratados. Isso acontece por múltiplas razões: as pessoas podem não querer revelar seu estado psicológico aos profissionais de saúde por medo do estigma e da discriminação; os profissionais de saúde podem não ter as habilidades para detectar sintomas ou também podem falhar em tomar as medidas necessárias para avaliação e encaminhamento, quando os sintomas são detectados”, aponta o UNAIDS.

A instituição da ONU defende que os serviços de saúde mental devem garantir o acesso a testes voluntários e confidenciais de HIV, além de aconselhamento para pessoas que podem estar em mais risco de infecção pelo vírus.

“Os serviços de prevenção, testagem, tratamento e assistência para quem tem HIV devem atender necessidades médicas complexas, psicológicas e sociais das pessoas. Com programas integrados, esses problemas, incluindo transtornos mentais, podem ser melhor gerenciados”, afirma o UNAIDS.

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Para o organismo das Nações Unidas, abordagens integradas para tratar pessoas com HIV e depressão precisam estar em todos os setores e envolver serviços sociais, legais, de saúde e educacionais, com a participação de organizações baseadas na comunidade.

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