Polícia Civil identifica advogado que mentiu sobre furto de carro de luxo

A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERRFVA), da Polícia Judiciária Civil, registrou este ano 37 casos de comunicação falsa de crime ou contravenção. O mais recente foi na tarde desta terça-feira (10.10), quando um advogado, de 53 anos, foi detido após registrar o boletim de ocorrência informando sobre o furto do seu veículo.

Na delegacia, o advogado disse que estacionou o automóvel GM Camaro amarelo, no bairro Quilombo, em Cuiabá, e quando voltou não o encontrou. No entanto, após diligência a equipe constatou que o crime de furto não havia ocorrido.

De acordo com o delegado Vitor Hugo, o advogado teve como motivação o fato de ter tido problemas após vender o veículo e não conseguir receber o valor total. “As pessoas vendem o veículo, não conseguem receber os valores acordados e acabam utilizando a delegacia para localizar o automóvel, que na verdade não foi produto de roubo ou furto”, lamentou.

Em entrevista, o dono do Camaro assumiu que mentiu sobre o furto. Ele foi interrogado e em seguida foi lavrado o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), por comunicação falsa de crime ou contravenção, previsto no artigo 340 do Código Penal Brasileiro.

Com o número expressivo de crimes desta natureza, o delegado da DERRFVA, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, alerta que isso atrapalha os trabalhos, pois envolve equipes para apurar uma situação que nunca existiu, deixando de atender uma ocorrência real. 

“Por se tratar de delito com pena pequena (detenção, de um a seis meses, ou multa), a ação caracteriza crime mesmo o autor não sendo preso, mas vai para o juizado e haverá uma transação penal”, alertou o delegado.

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