PSG admite racismo na seleção de jogadores das categorias de base do clube


Em nota, o clube afirmou que as acusações de racismo traem o espírito e os valores do Paris Saint-Germain
Nike/Divulgação

Em nota, o clube afirmou que as acusações de racismo traem o espírito e os valores do Paris Saint-Germain

O Paris Saint-Germain ( PSG ) está envolvido novamente em uma grande polêmica. De acordo com um dossiê publicado ontem (8) pela plataforma “Football Leaks”, o clube francês praticou racismo para selecionar atletas para as categorias de base .

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Algumas horas depois da informação ter sido publicada no jornal “Mediapart”, ela foi confirmada pelo próprio PSG. O clube disse ter aberto uma investigação interna para apurar o métodos utilizados pelos seus agentes e o racismo na seleção de jogadores.

Segundo os dados do “Football Leaks”, alguns agentes catalogaram quatro “graduações” de acordo com a origem étnica do atleta para avaliar os jovens candidatos: “francês”, “do norte da África”, “das Antilhas” e “africano”.

O “Football Leaks” apontou que, na hora de fazer o registro e preencher as instruções dos atletas no computador, há um espaço em branco que, quando clicado com o mouse, mostra as quatro categorias para selecionar a etnia do jogador.

Neste método, baseado na etnia do adolescente, o PSG vetou em 2014 a contratação do meio-campista Yann Gboho, jogador da seleção francesa sub-17.

O atleta, nascido na Costa do Marfim, é negro e defende atualmente o time B do Rennes. Gboho, na época, tinha 13 anos e suas atuações no FC Rouen teriam chamado a atenção de um dos agentes do PSG, Serge Fournier.

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Segundo Marc Westerloppe, que na época era o líder da área de recrutamento do clube em diversos países, o PSG orientou ele para “equilibrar a diversidade”, por ter “muitos atletas de origem das Antilhas e africanos” na equipe.

“A Direção Geral do clube nunca teve conhecimento de um sistema de registro étnico dentro de um departamento de recrutamento nem o autorizava. Em vista das informações mencionadas, essas formas traem o espírito e os valores do Paris Saint-Germain”, afirmou o clube em um comunicado.

O Paris Saint Germain também informou que já está tomando medidas para combater o racismo dentro da equipe francesa, entre elas, a elaboração de um outro método de recrutamento de jogadores para as categorias de base focado no comportamento e habilidade do atleta.

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Em outro caso de  racismo no futebol do país, a Federação Francesa de Futebol (FFF) foi acusada em 2011 de estabelecer um “sistema de cotas” para atletas descendentes de árabes e africanos nas equipes principal e de base.

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