Vereador critica proposta do executivo e a avalia como “apartheid” profissional

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público Municipal (Sintep), João Custódio da Silva, criticou a proposta da Prefeitura de Cuiabá que pretende reajustar em 4% os salários apenas dos profissionais efetivos da Educação, excluindo da recomposição dos vencimentos os funcionários contratados e servidores em readaptação de função na pasta. Ele esteve nesta terça-feira (18), na Câmara Municipal, e falou sobre o assunto na tribuna livre, concedida pelo vereador Gilberto Figueiredo (PSB).
Em manifestação favorável aos trabalhadores da Rede Municipal de Ensino, Figueiredo fez duras críticas ao Executivo. De acordo com o vereador, tal medida gera a segregação entre os profissionais.
“O prefeito encaminha para o município uma clara proposta de apartheid (desta vez, não racial, mas sim profissional) e desconsidera a importância de 4.105 servidores contratados na Educação municipal – quase 50% de todo o contingente que atua no setor. Tenho certeza que, quando um professor entra em sala de aula, os alunos não o distinguem entre efetivo ou contratado”, declarou Gilberto.
A proposta, segundo Figueiredo, também contraria a atual legislação, que garante os mesmos direitos coletivos a absolutamente todos os profissionais – contratados ou efetivos. O vereador ainda reforçou que, se a proposta for adiante, tomará a decisão de interpor um Mandado de Segurança junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
EDUCAÇÃO – Durante a tribuna livre, João Custódio criticou a postura da Prefeitura de Cuiabá em relação à Educação municipal. O presidente do Sintep declarou que, após negociação de nove propostas para a Rede Municipal de Ensino, apenas três foram contempladas pelo executivo. Nesta perspectiva, o líder anunciou uma possível greve dos profissionais do setor.
“São propostas desprovidas de informações concretas. Em assembleia ficou decidido que, se o executivo seguir essa linha, os profissionais da Educação do município de Cuiabá irão paralisar as suas atividades ainda este mês”, concluiu Custódio.

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