A educação não pode esperar: live conta com participação de 11 estados e 44 municípios de MT


.

Com a participação de 11 estados brasileiros e 44 municípios de Mato Grosso, num total superior a 1,5 mil visualizações entre YouTube e Facebook, a Escola Superior de Contas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) promoveu, nesta terça-feira (28), o segundo debate ao vivo sobre Educação. Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o tema escolhido para a live foi “A educação não pode esperar”.

Supervisor da Escola Superior de Contas, o conselheiro Luiz Henrique Lima ressaltou a importância da discussão num momento em que a educação vive uma situação de verdadeira calamidade pública. “Em todo Brasil são dezenas de milhões de crianças, jovens e adultos que estão há meses sem assistir as aulas e isso gera um grave prejuízo a aprendizagem, situação que exige estratégias por parte dos governos. Em outra oportunidade, ouvimos a secretária de Estado de Educação e o reitor da UFMT, e o debate de hoje não poderia ter melhores atores, não é à toa que a live ultrapassou 2 horas de duração”.

Primeira a falar, a secretária de Controle Externo (Secex) de Educação e Segurança do TCE-MT, Patrícia Leite Lozich, apresentou o estudo realizado pelo Tribunal de Contas, que deu nome ao tema da live desta terça-feira, destacando que o momento de dificuldade pelo qual passa o país pode ser um instrumento poderoso para capacidade de reconstrução.

“Não podemos esquecer a importância da educação nesse cenário, nesses dias desafiadores de combate ao coronavirus. Podemos perceber o quanto nos foram exigidas capacidades como proatividade, inovação, manter o foco frente aos novos desafios, novas habilidades que estamos tendo que adquirir, tudo isso somada a necessidade de conhecimento cada vez mais específico em um cenário imprevisível, que está em constante transformação. Os valores éticos devem ser cultivados em primeiro lugar e é claro que a resposta a tudo isso não poderia estar fora da educação, tudo passa pela aprendizagem”, lembrou a secretária.

Logo em seguida, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT) e Dirigente Municipal de Educação de Canarana, Eduardo Ferreira da Silva, trouxe informações sobre as iniciativas das redes municipais de ensino durante a pandemia.

Ele destacou que o grande desafio é saber como as escolas irão trabalhar em termos de conectividade, de suporte ao professor, à distância, e como fazer para que os alunos tenham acesso ao material que está sendo produzido. O presidente apresentou tudo que já foi publicado em relação à atividade remota, o que é permitido fazer, dentro dos amparos legais, bem como falou sobre educação especial. “Esse é um momento em que estamos preocupados com inclusão, nada mais justo do que pensar em todos”.

O coordenador da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação em Mato Grosso (Uncme-MT), Edmar Jorge Kamchen, abordou os direitos à educação em tempos de pandemia e destacou a tarefa fundamental dos conselhos nesse momento para dosar quantidade e qualidade do ensino.

“Mesmo não tendo condições de os alunos irem à escola, precisamos fazer com que as tecnologias funcionem. O brasileiro não tem a prática de planejar, costuma se preocupar quando as coisas acontecem, isso vai ficar de lição, precisamos ter o hábito de planejar. Agora, no entanto, as aulas não presenciais devem ser garantidas com qualidade mínima e deve ser assegurado que todos tenham acesso”, pontuou.

Por fim, o promotor de Justiça da Cidadania e Defesa da Educação, Miguel Slhessarenko Júnior, apresentou uma perspectiva sobre a visão do Ministério Público Estadual (MPMT).

“A educação está sofrendo uma transformação mundial. Alunos, professores e conteúdos estão sendo adaptados, não retornaremos às atividades escolares de onde paramos, será uma nova realidade e é preciso repensar, com criatividade, alternativas para que os alunos não fiquem completamente alijados desse contato com a escola, professores, aprendizado. Estamos nos especializando e precisamos continuar trabalhando pela implementação da educação remota como forma de complementação, de reforço de aprendizagem”, declarou o promotor.

Iniciativa da Escola Superior de Contas, a realização da live contou com o apoio das Secretarias de Articulação Institucional (SAI), de Tecnologia da Informação e de Comunicação do TCE-MT.

Os vídeos de todas as lives já realizadas pela Corte de Contas estão disponíveis no canal do TCE Mato Grosso no YouTube (Clique aqui).

Informações apresentadas na live desta terça-feira podem ser conferidas nos links abaixo:

Estudo “A Educação Não Pode Esperar”

Iniciativas das redes municipais de ensino durante a pandemia



Fonte: TCE MT

Comentários Facebook