Advogada Sirlei Theis ressalta que é preciso fortalecer a identidade de mulheres para serem de fato eleitas

“A gente precisa oportunizar a participação de mulher na política”, disse a advogada Sirlei Theis, militante das causas femininas e no combate à violência doméstica.

Sirlei que é palestrante, constantemente aborda em reuniões e entrevistas, a importância de construir uma identidade política para fortalecer as mulheres em campanhas eleitorais.

“Um levantamento feito em Brasília, mostrou que 80 por cento dos eleitores das nossas deputadas federais e senadoras são homens, não que mulher tem que obrigatoriamente votar em mulher, mas precisamos confiar e apoiar mais umas às outras. Temos que oportunizar a mulher que está capacitada e qualificada, pronta para ser uma agente política”, falou.

As mulheres representam 52,5% dos eleitores brasileiros e, apesar das cotas de número de candidatas, no intuito de incentivar a participação feminina em pleitos, a presença efetiva delas em mandatos ainda é baixa.

“Ainda tem mulheres envolvidas na política e que não estão preparadas para assumirem os cargos, e os homens mais experientes, acabam usando isso em benefício próprio. Eles convidam estas mulheres para preencherem cotas e depois ‘abandonam’ elas no caminho, e aí dificilmente elas vão conseguir se elegerem. Por isso, eu sou a favor de fortalecer estas mulheres neste sentido, de estarmos unidas para que isso não continue acontecendo e assim preparar e capacitar estas mulheres pra que de fato elas consigam se eleger”, ressaltou.

Sirlei tem 52 anos, é casada com o jornalista Luiz Fernando Fernandes, mãe da Luna e tem um grande projeto de trabalho social e de amparo a pessoas, cuidando da saúde mental, dando suporte para milhares de mulheres e homens.

A palestrante é especialista em Gestão Pública e já foi subsecretária de Segurança Pública em dois governos. Nas eleições de 2018, ela foi candidata a vice-governadora, e agora volta à cena política como pré-candidata a deputada federal, pelo partido Republicanos.

“Eu não entrei na política por indicação familiar, ao contrário, eu vim porque tenho serviço prestado para a sociedade, e eu quero dar continuidade ao trabalho que venho fazendo, mas para isso, eu preciso de poder político para, por exemplo, propor melhorias no setor de saúde mental, porque as pessoas precisam de ajuda, e eu quero ter condições de ajudar ainda mais pessoas, sem deixar ninguém para trás”, disse.

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