Após morte, Saúde interrompe vacinação de gestantes com vacina da AstraZeneca


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Coletiva do Ministério da Saúde
Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

Coletiva do Ministério da Saúde

Após a morte de uma gestante no Rio de Janeiro, dias depois de ter recebido a vacina da Oxford/AstraZeneca, o Ministério da Saúde decidiu interromper temporariamente a vacinação de grávidas e puérperas com o imunizante produzido no Brasil pela Fiocruz. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa do Ministério da Saúde nesta terça-feira (11). 

O objetivo é investigar possíveis eventos adversos nestas mulheres após a aplicação das doses. Apesar da decisão, ainda não há estudos que comprovem a relação da vacina com o óbito da grávida. Investigaçã está em andamento.

A mulher grávida, que não teve o nome revelado, morreu no Rio de Janeiro após dar entrada em um hospital particular no último dia 5 de abril com um quadro grave de trombose em uma veia do cérebro. Ela e o bebê morreram na segunda-feira (10).

Hoje (11), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou em nota que a recomendação para suspender a aplicação da vacina AstraZeneca contra Covid-19 em grávidas foi feita pelo órgão após a notificação da morte suspeita de uma gestante de 35 anos.

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“Foi notificada à Anvisa, na última sexta (07 de maio de 2021), pelo próprio fabricante da vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, a Fiocruz, a suspeita de evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico com plaquetopenia ocorrido em gestante e óbito fetal”, informou a agência.

De acordo com o órgão, a gestante morreu em 10 de maio e o caso ainda é investigado. “O evento adverso grave de acidente vascular cerebral hemorrágico foi avaliado como possivelmente relacionado ao uso da vacina administrada na gestante”, diz a Anvisa. 

Por meio de nota, a AstraZeneca explicou que “grávidas ou mulheres amamentando foram excluídas dos estudos clínicos”. “Referente a suspensão do uso da vacina AstraZeneca/Fiocruz por parte da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a AstraZeneca esclarece que as mulheres que estavam grávidas ou amamentando foram excluídas dos estudos clínicos. Esta é uma precaução usual em ensaios clínicos. Os estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos no que diz respeito à gravidez ou ao desenvolvimento fetal”, diz resposta da empresa.

Em atualização

Fonte: IG SAÚDE

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