Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Groso (Aprosoja) rebateu as informações divulgadas pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb), reafirmou ser totalmente contrária ao plantio de soja ou realização de qualquer pesquisa durante o período do Vazio Sanitário (15 de junho a 15 de setembro) e questionou estudo apresentado pelo Comitê.

Conforme a Aprosoja, a entidade é defensora do Vazio Sanitário, até porque participou da criação do período proibitivo junto com o Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), após indicação e “genial ideia de um pesquisador, destes que vinha a campo. Na época que desenhou como seria o Vazio Sanitário, Dr Tadashi estava em Mato Grosso a convite da Aprosoja, como dezenas de outras vindas ao Estado” pontuou a entidade.

Aprosoja também questiona o estudo do Cesb que fala em catástrofe econômica com a possível mudança no calendário de plantio. “Pode ser catastrófica se continuar do jeito que está, com o plantio com limite em dezembro, período mais propício à ferrugem asiática e que necessita de mais aplicação de fungicidas químicos, conforme alertamos há muito tempo. E para conhecimento de todos, o Comitê também é financiado por empresas do setor químico, sementes, etc, conforme consta em todos os seus materiais de divulgação. E essas empresas tem total interesse em manter o atual calendário de plantio, visto que é mais viável economicamente a elas”, afirmou a entidade que representa mais de 6 mil produtores de soja e milho.

Pesquisa Científica

Além de respeitar totalmente o Vazio Sanitário, os resultados da pesquisa conduzida a campo pela Fundação Rio Verde e Instituto Agris, exatamente nos moldes que o produtor faz, já apresenta bons resultados antes mesmo de ser finalizada, conforme relatório preliminar divulgado pelas instituições. “Pesquisa que a Aprosoja, mesmo não sendo seu papel, foi obrigada a financiar por falta de pesquisas públicas”, afirmou a entidade.

Os resultados preliminares divulgados mostram a redução do número de aplicações de fungicidas para menos da metade nas áreas de pesquisa de fevereiro se comparadas com as de final de dezembro.

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