Câmara sedia simpósio que debate o ambiente pesqueiro de Mato Grosso

A Câmara de Cuiabá sediou nesta quarta-feira (09) o seminário denominado “Complexos Hidrelétricos, Licenciamento Ambiental e Estoques Pesqueiros: Impactos sobre as Pescas Artesanal, Tradicional e de Subsistência”, realizado com apoio do Conselho Estadual da Pesca (CEPESCA).
O evento nasceu de necessidades identificadas pelas entidades e membros componentes do CEPESCA, cuja função é auxiliar o Governo Estadual na formulação e execução de políticas públicas para o segmento da pesca, conforme declarou a Secretária Executiva da entidade Dra. Gabriela Priante.
A coordenação do simpósio ficou a cargo da Professora da UNEMAT (Universidade do Estado de Mato Grosso) Vivian Dan, ligada à Associação de Pesquisa Xaraiés, que disse que “toda sociedade deveria participar do debate para conhecer a questão em toda sua complexidade”. A reunião foi proposta tendo em mente a “importância do tema para o estado”.
A medida da extensão dessa complexidade pode ser atestada pela presença da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil-MT) que está sendo representada pelo Presidente da Comissão de Identidade Racial, Aurélio Augusto Júnior.
Ele esclareceu que “reafirmamos o compromisso da OAB em defesa da democracia e da dignidade da pessoa humana e neste sentido iniciamos um diálogo institucional com outros campos sociais, no que diz respeito aos pontos interseccionais na defesa dos povos tradicionais, suas vivências, modos de sobrevivência, de subsistência, representados por ribeirinhos, indígenas e quilombolas”, que sofrem impactos com a implantação de projetos e obras que podem comprometem suas existências.
A palestra “Gestão pesqueira e conservação ambiental: binômio inseparável”, que abriu o simpósio, foi proferida pelo pesquisador da Empraba Pantanal de Corumbá-MS. Ele explicou que a nossa região (Centro Oeste) comporta três bacias hidrográficas. “Amazonas, Paraguai e Alto Araguaia. São três realidades distintas e fenômenos que ocorrem em uma, não necessariamente atingem outras”, em razão disso, qualquer interferência na área deve ser elaborada a partir de uma gama de informações que dêem conta da complexa relação do meio ambiente.

Etevaldo de Almeida | Câmara Municipal de Cuiabá

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