Comitê Central de Coordenação do Plano Nordeste faz terça-feira sua primeira reunião

Será realizada na próxima terça-feira, dia 21, a primeira reunião do Comitê de Coordenação Central do Plano de Ação para o Nordeste (Plano Nordeste), um projeto estratégico considerado prioritário pela ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Ela já fez três viagens ao Nordeste nos últimos meses e anunciou que voltará à região no início de julho para apresentar as propostas do ministério para melhorar as condições de produção e de comercialização dos agricultores.

O comitê é formado por todas as secretarias do ministério e por órgãos federais vinculados ao Mapa, como Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e Serviço Florestal Brasileiro, além de instituições parceiras, Confederação da Agricultura e da Pecuária do Brasil (CNA) e Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). Cada secretaria e órgão envolvido no Plano Nordeste vai apresentar uma lista de projetos que poderão integrar o plano.

Em março, após as primeiras viagens da ministra à região, a Embrapa apresentou à ministra um detalhado levantamento sobre a região da caatinga nordestina. O ministério decidiu concentrar esforços inicialmente em oito microrregiões, uma em cada estado do Nordeste. Essas oito microrregiões abrangem 106 municípios, com 10% da área total da caatinga. São todas com alto potencial de desenvolvimento agropecuário: Euclides da Cunha e imediações, na Bahia; Araripina, em Pernambuco; Vale do Açu, no Rio Grande do Norte; Batalha, em Alagoas; Cariri Oriental, na Paraíba; Sergipana do Sertão do São Francisco, em Sergipe; Alto Médio Canindé, no Piauí; e Baixo Jaguaribe, no Ceará.

Mas as políticas do Mapa não ficarão restritas a essas áreas. Além de continuar atendendo às demandas e desafios dos demais biomas do Nordeste, de acordo com o coordenador do Comitê Central do Plano Nordeste, Paulo Melo, a ideia é que no semiárido os esforços concentrados cheguem a 30 microrregiões até o fim do governo do presidente Jair Bolsonaro. O trabalho do ministério deve começar por essas oito microrregiões definidas pela Embrapa, mas, posteriormente, será expandido a outras regiões do semiárido nordestino, com o objetivo de atender ao maior número possível de pequenos produtores.

De acordo com Paulo Melo, ainda serão criados comitês de coordenação estadual em cada uma das unidades da federação abrangidas pelo Plano Nordeste, e instalados escritórios locais em cada uma das microrregiões, para facilitar a operacionalização dos projetos. A primeira reunião do Comitê Central de Coordenação será realizada na terça-feira, às 9h, no Auditório Moacir Micheletto, no mezanino do Mapa. Outras reuniões do comitê já estão previstas para montar a estrutura do programa. A Embrapa levantou informações sobre as cadeias produtivas existentes em cada microrregião, que poderão ser desenvolvidas, o valor da produção de cada alimento plantado, os assentamentos da reforma agrária, os programas de irrigação existentes, os cadastros rurais e temas importantes para a atuação do ministério.

Tereza Cristina visitou inicialmente quatro estados nordestinos: Piauí, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Numa segunda etapa de seu périplo pela região, foi ao Sergipe e Alagoas, e na terceira, foi a Juazeiro, na Bahia, e a Petrolina, em Pernambuco. Viu de perto as necessidades dos produtores da região e também conheceu projetos de sucesso em cooperativas muito bem estruturadas. Por determinação do presidente Bolsonaro, não só o Ministério da Agricultura, mas todo o governo está trabalhando para desenvolver ações para o Nordeste, incluindo as pastas de Desenvolvimento Regional, Cidadania, Saúde, Educação e Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

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Fonte: MAPA GOV
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