Covid-19: logística será desafio para a vacina da Pfizer, alerta OMS


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aO Reino Unido se tornou o primeiro país hoje a autorizar uma vacina contra a Covid aprovada por uma agência reguladora
Foto: Reprodução

O Reino Unido se tornou o primeiro país hoje a autorizar uma vacina contra a Covid aprovada por uma agência reguladora

Em meio a uma corrida mundial por vacinas contra a Covid-19, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) nas Américas, fez um alerta sobre o armazenamento e a distribuição do imunizante da Pfizer, aprovado nesta quarta-feira pelo Reino Unido. Em coletiva de imprensa, Jarbas Barbosa, subdiretor da Opas, disse que a logística da vacina é um “desafio importante”.

— A logística é um desafio importante porque não é somente ter a vacina, mas ter a capacidade de distribuir e uma capacidade adequada para utilizá-la. Ela precisa ser armazenada a -70ºC, e freezer com essa capacidade só há em alguns laboratórios e hospitais específicos — afirmou Barbosa.

Segundo ele, a vacinação no mundo contra o coronavírus vai exigir cooperação técnica entre as nações.

— Não vamos ter milhões de doses ao mesmo tempo. Então será necessário cooperação técnica para desenvolver a estratégia de vacinação, com base na disponibilidade que vamos ter, que será muito limitada a princípio — disse. Já há um fundo estratégico para adquirir insumos, e já estamos em contato com alguns produtores de freezers para os países que têm interesse em utilizar a vacina da Pfizer. Cada país têm de fazer a sua avaliação sobre qual imunizante é mais adaptado à realidade — completou.

O Reino Unido se tornou o primeiro país hoje a autorizar uma vacina contra a Covid aprovada por uma agência reguladora. Segundo autoridades britânicas, o imunizante da Pfizer, desenvolvido em parceria com o laboratório de biotecnologia alemão BioNTech estará disponível na próxima semana.

Apesar dos resultados da fase 3 mostrarem 90% de aprovação, o imunizante tornou-se preocupante em função da logística do armazenamento. No Brasil, por exemplo, o plano preliminar de imunização elaborado pelo Ministério da Saúde não prevê o uso de vacinas que necessitam de temperaturas tão baixas para serem armazenadas.

Fonte: IG SAÚDE

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