Desembargadora presa na Bahia movimentou R$ 17 milhões desde 2013

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Tribunal de Justiça da Bahia

Maria do Socorro foi presa preventivamente na sexta-feira (29)

A ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, movimentou R$ 17,5 milhões em suas contas bancárias desde 2013. Ela foi presa preventivamente na última sexta-feira (29) por obstrução de Justiça em um suposto esquema de venda de setenças judiciais em casos de grilagem de terras. Desse total, R$ 1,59 milhões não tiveram origem encontrada.

De acordo com o jornal O Estado de São Paulo , a informação é do Relatório de Análise Preliminar de Movimentação Bancária 001, documento da Operação Faroeste, primeira fase da investigação que aponta “teia de corrupção” que teria sido instalada no TJ da Bahia.

A abertura de dados bancários no âmbito da operação indica que, do crédito total de R$ 8,75 milhões por recebidos por Maria do Soorro naquele período, R$ 2,09 milhões se enquadram na rubrica “pagamentos salariais”.

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Para a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, esses dados indicam “volume de ganhos totalmente incompatível com os vencimentos recebidos como servidora pública pela investigada”, sendo que o valor total de saques da desembargadora foi de R$ 764,13 mil.

Além de Maria do Socorro, são alvo da Operação Faroeste outros três desembargadores, inclusive o atual presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Gesivaldo Britto, e dois juízes de primeira instância, todos afastados das funções por 90 dias.

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