Diversidade Sexual

Por Larissa H. Mamedes

Com o processo de globalização, a sexualidade conquistou seu espaço de expressão, marcando o século XXI com a não existência de um modelo sexual rígido, que seja ideal para todos. Hoje, o que se faz valer, é o direito do indivíduo à sua liberdade de vivenciar sua sexualidade, ou poderíamos dizer: liberdade sexual.

Esse momento de livre expressão, vem marcado pela busca e o encontro da identidade sexual individual e faz emergir alguns termos na tentativa de definir a sexualidade de cada um. Mas, afinal, o que é ser heterossexual, homossexual, bissexual, transexual, travesti?

Existe uma distinção entre Identidade Sexual, Identidade de Gênero e Orientação Sexual.

A Identidade Sexual, é aquela que nasce com o indivíduo, diz respeito ao órgão genital masculino e feminino, não leva em consideração aspectos psicológicos, ou subjetivos do mesmo.

Já a Orientação Sexual, se refere à tendência da resposta erótica de uma pessoa, levando em consideração a escolha do indivíduo e a própria vida das suas fantasias eróticas; nesse contexto, o indivíduo pode se reconhecer como heterossexual, homossexual ou bissexual.

A Identidade de Gênero é um estado psicológico que reflete o senso íntimo de si mesmo como homem ou mulher, podendo este indivíduo sentir que seu sexo biológico corresponde ao psicológico ou que esta correspondência não ocorre, que é o que acontece nos casos de transexualidade.

Partindo desses pressupostos, a diferença entre transexual e homossexual está no fato de que orientação sexual do homossexual esta voltada para o mesmo sexo que o seu, sem negação de seu sexo biológico, enquanto o transexual percebe sua identidade sexual como pertencente ao sexo oposto ao seu sexo biológico. O transexual se difere do travesti porque, para o travesti, o prazer está em se vestir como se fosse do sexo oposto ao seu, havendo plena aceitação de sua genitália enquanto o transexual geralmente apresenta um grande desejo de mudança e sexo, indo em busca de uma cirurgia de redesignação sexual para adequar o sexo biológico a sua identidade de gênero.

Desta maneira, é possível que uma pessoa seja transexual e também seja homossexual. Neste caso, ela nasce com o sexo biológico invertido da identidade de gênero e com a orientação sexual voltada para o mesma identidade de gênero. Por exemplo: uma mulher que nasce com corpo de homem (com pênis), porém que tem seu interesse sexual voltado para mulheres.

Como vivemos em sociedade, muitas vezes o indivíduo se vê reprimido pelo olhar do outro, entrando em sofrimento, levando a perda de sentido existencial, algumas vezes se escondendo, negando para si mesmo e para os outros sua sexualidade, podendo entrar em depressão e chegar a cometer o suicídio.

O sofrimento é instaurado e lidar com ele é a única saída. Isto começa pela busca do autoconhecimento e autoaceitação, e para trabalhar estas questões é necessário que haja um espaço de fala, onde o indivíduo possa expressar seus sentimentos, emoções, pensamentos e desejos à fim de encontrar uma maneira mais saudável de lidar com suas questões. É nesse contexto que a ajuda profissional de um terapeuta sexual poderá facilitar o processo e diminuir a angústia causada por tamanhos conflitos.

É preciso se sentir livre para, então, ser!

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