Embate político na VG caminha para a tática do “bateu, levou”

Por Elizeu Silva

Em maio de 2015, tão logo o juiz José Luís Lindote da 58ª Zona Eleitoral de Várzea Grande decidir pelo afastamento do ex-prefeito do município, Walace Guimarães e seu vice Wiltinho Coelho por uso de caixa dois na campanha de 2012 e determinar a posse imediata da segunda colocada no pleito, a prefeita Lucimar Campos, usei deste espaço para questionar se a Justiça havia dado uma chance a mais pra família Campos renascer das cinzas na vida pública, inclusive, satirizando aqueles que apostaram no fim da ‘era Campos’, naquele momento. Claro, que muitos erraram por conta da canetada do magistrado Lindote.

Se bem me lembro, também indaguei se a entrada de Lucimar pela porta dos fundos no paço várzea-grandense (tapetão), não poderia refletir num julgamento negativo pelo eleitor numa tentativa de reeleição. Ressaltei ainda, que os acertos ou erros administrativos da prefeita poderiam arrastar euforias ou desgraça, respectivamente, e se bandassem pelo segundo quesito (desgraça), confirmaria assim a sequência desastrosa dos Campos nos últimos pleitos eleitorais, e ela [Lucimar] poderia se tornar a última ‘carta na manga da família’, na vida pública.

Pois bem! A prefeita Lucimar assumiu a cadeira maior do Palácio Couto Magalhães, em 7 de maio do ano passado e vem tocando a gestão a seu modo. Para alguns ela é boa prefeita, para outros é regular ou para outrem; péssima. Mas isso só as urnas poderão dizer com exatidão daqui a 60 dias. O pleito dará também resposta as recentes denúncias protocoladas na Câmara de Vereadores, contra a prefeita. É bom que se diga, que as acusações em nada se deram e todas foram arquivadas pela Casa de Leis, com exceção de algumas que tiveram questionamentos direto do Ministério Público.

Bom! Em outubro novas eleições para vereadores e prefeitos acontecem em todo Brasil. Lucimar deve ir para a disputa com possíveis chances de reeleição. Todavia a disputa não será nada fácil. Partidos e grupos oposicionistas se prepararam para o enfrentamento em campo aberto, aliás, a boa articulação oposicionista a prefeita foi demonstrada na convenção do último domingo (30/07), que elencou o empresário William Cardoso como um dos candidatos. Contudo, pode se afirmar que a concorrência dará mais chance de escolha ao eleitor e aquele candidato que saber discutir com maior objetividade os problemas sociais da comunidade, melhor sobressairá.

As novas regras para as eleições municipais deste ano, trazidas pela minirreforma eleitoral, também ajudarão a ditar o tom crítico do eleitorado que clama por renovação e ética com o erário público. A inquietude do povo também será um ‘q’ a mais nessa campanha que promete poucas e boas, se compararmos o histórico político na terra de Couto Magalhães. É sabido por todos que de um lado desse jogo, tem gente falastrona, que sem papas na língua, dispara tudo o que lhe vem à cabeça ao insistir em fazer política a seu modo e temperamento. Basta saber se essa velha artilharia resistirá aos contra-ataques do renomado Antero de Barros, declarado marqueteiro do candidato William Cardoso. Prova disso é que a campanha nem começou e nas redes sociais já tem gente comparando o tal tagarela ao coroné Afrânio Saruê, – personagem vivido pelo ator Antônio Fagundes na novela global ‘Velho Chico’. Será o jogo do bateu, levou?

Claro, que todo ano de eleição a coisa é bem parecida e à medida que outubro vai se aproximando, os ânimos vão se exaltando e exacerbando. As razões claras dão lugar as paixões ardentes e ai começam as agressões, os xingamentos mútuos e a desqualificação do adversário. A Justiça Eleitoral está de olho e o próprio eleitor já não suporta mais tanta baixaria. Então, vai a dica aos ‘franco-atiradores’, tanto de situação como da oposição. Um bom marketing político/eleitoral se faz necessário neste pleito, juntamente com apresentação de propostas e projetos para o futuro de Várzea Grande. Baixaria é coisa do passado e poderá ser motivo de reprovação pelo eleitor.

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