Escola André Antônio Maggi entrega certificados a alunos pela participação no Educarte

Cerca de 120 alunos da Escola Estadual André Antônio Maggi, localizada no município de Sapezal (a 480 quilômetros de Cuiabá), receberam certificados pela participação nas oficinas realizadas ao longo do ano letivo de 2019 pelo projeto Arte, Música e Comunicação (Educarte), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Em 2019, a escola ofertou as modalidades de dança, teatro, canto coral, produção de vídeos e robótica educacional.

Conforme o professor Marcelo Moraes, coordenador do projeto, a realização do Educarte na escola foi enriquecedora, não só para os alunos, mas para ele também, pois mostrou que os professores não são sozinhos os detentores de todo conhecimento.

“O projeto alcançou êxito na nossa escola, porque contou com o apoio dos alunos como monitores nas oficinas e a participação ativa dos demais. Sem eles a escola André Antônio Maggi não alcançaria a projeção que teve na cidade e no nosso estado com as publicações”, ressalta.

Segundo a monitora da oficina de Robótica, a aluna Jaqueline da Silva Oliari, do 3º ano, o projeto permite aos alunos desenvolverem a sua criatividade. “Ele incentiva o trabalho em equipe e o compartilhamento de novas descobertas”.

Para o aluno Luiz Henrique Gomes, do 2º ano, que atuou como monitor da oficina de Produção de Vídeos, o Educarte deu significado ao nome popular em que a escola é conhecida na cidade. “Atrativa, porque não ficamos apenas no marasmo de estudar por estudar”.

“A realização do projeto foi um momento muito gostoso, divertido, alegre e gratificante”, completa a aluna Anyhere Luziano Jacinto, do 2º ano, monitora de dança.

A aluna Maria Eduarda Barbosa da Silva, tecladista do Coral, destaca que todas as modalidades ofertadas nas oficinas permitem aos alunos aprender com prazer. “A escola e a aprendizagem é mais prazerosa”.

Educarte

O Educarte disponibiliza, por meio das Escolas, ações pedagógicas de cunho interdisciplinar voltadas para a Arte, a Música e a Comunicação, que são desenvolvidas de forma a garantir espaços nos quais os alunos participam em regime de contraturno, ocupando o tempo ocioso com novos aprendizados para a vida, ampliando conhecimentos e conceitos que já possuem. Tudo isso com foco na melhoria da proficiência desses alunos, nas etapas ou modalidades de ensino em que se encontram matriculados dentro da trajetória escolar.

“Na escola André Antônio Maggi, são desenvolvidas ações práticas de robótica educacional e arte – teatro, música e dança – como forma de manifestação dos valores e conceitos culturais para a formação do caráter do aluno enquanto ser, contribuindo no melhoramento da aprendizagem dentro do contexto educativo”, explica o professor Marcelo Moraes.

Evento da Unemat

Entre as atividades apresentadas pelos alunos do Educarte, em 2019, está a participação nos Colóquios de Geografia e de História à Distância da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

Sob a coordenação do professor Marcelo Moraes, os alunos apresentaram dança contemporânea e cultural, o carimbó, uma dança da região Norte do Brasil. A carimbó teve origem no estado do Pará durante o século XVII, a partir das danças e costumes indígenas.

“A apresentação foi um sucesso. Os alunos foram muito aplaudidos e todos os presentes vislumbraram a alegria deles em participar daquele momento cultural. Mais uma vez a educação é quem ganha”, ressaltou a monitora tecladista do Canto Coral, Mara Eduarda Barbosa da Silva.

Segundo o professor Marcelo Moraes, a dança busca proporcionar ao aluno o desenvolvimento de uma visão mais crítica do mundo, que não se resume apenas ao campo do intelecto, ao contrário, envolve o ser humano de uma maneira integralizada, tal como foi concebido, contribuindo de maneira decisiva para a formação de cidadãos mais críticos e participativos na sociedade em que vivem. “Nisso se resume a busca de todos nós: o bem-viver consigo mesmo e social”.

“A dança traz o aperfeiçoamento das habilidades artísticas, melhora a coordenação motora, a percepção, a concentração, desenvolvendo o trabalho em equipe, a socialização, a sensibilidade e gosto pela arte e para o pensamento crítico”, observa a aluna Yasmin da Silva Rosa, coreógrafa da oficina de dança.

Com o tema “Pensando o Espaço e História do Cidadão”, os colóquios tiveram como objetivo possibilitar a troca de experiências e debates sobre o ensino de geografia e história. Entre os temas abordados no II Colóquio de Geografia estão o espaço urbano, agrário, morfologia e conceitos como Região, Paisagem, Território e Espaço. O Colóquio de História, que ocorreu concomitantemente abordou as temáticas de História Regional, Ambiente Natural e Escalas, com ênfase na escala sudoeste mato-grossense.

Fonte: GOV MT
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