Especialista avalia que Ciclo de Formação oportuniza boas práticas no socioeducativo

Da assessoria

Uma importante ferramenta de promoção de boas práticas dento do sistema socioeducativo, tendo como parâmetros o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Assim o professor da Escola Nacional de Socioeducação (ENS), Ricardo Peres, classifica o “Ciclo de Formação Continuada”, ofertado a 360 profissionais do Sistema Socioeducativo de Mato Grosso.

“A formação continuada na socioeducação não pode ser concebida como um meio de acumulação de conhecimentos ou técnicas específicas em cursos, palestras, seminários, etc.”, observa Ricardo Peres, que é doutorando em Serviço Social e Política Social.

Ele defende, sim, um trabalho de reflexão crítica sobre as práticas profissionais e de construção permanente de uma identidade pessoal e profissional, em interação coletiva com os demais membros da unidade socioeducativa e da rede de proteção ao adolescente autor de ato infracional.

“O processo formativo deve gerar reflexões sobre seu significado na vida dos funcionários, dos adolescentes e dos familiares destes jovens. Precisamos atingir esse sentido existencial”, acrescenta o professor, observando que o ciclo de formação do estado do Mato Grosso está em sintonia com os conteúdos da Escola Nacional de Socioeducação.

A carga horária está subdividida em conteúdos que versam sobre Sistema de Garantia de Direitos; Análise de conjuntura da política socioeducativa nacional e estadual; Natureza da medida socioeducativa; Atribuições e competências profissionais da Socioeducação; e Parâmetros da Segurança no Atendimento Socioeducativo.

Essa base curricular, de acordo com o especialista, é transmitida a partir da socialização de experiências do exercício profissional dos palestrantes no estado do Paraná e em várias regiões do Brasil.

Sobre o recorte metodológico e didático do ciclo de formação, Ricardo Peres diz que tem privilegiado um enfoque sempre participativo, valorizando os conhecimentos e experiências dos participantes, envolvendo-os na discussão, na identificação e na busca de estratégias para tentar resolver as situações-problema que surgem na execução ou implementação das medidas socioeducativas.

O ciclo é realizado por meio de parceria entre as Secretarias de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT), Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso (Cedca-MT) e Associação Plante Vida.

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