Estudantes aprendem a liEstudantes aprendem com derrotas nos Jogos Escolares

Não é só competição: Murilo e Felipe aproveitam um dia de folga nos jogos para curtir a praia em João Pessoa – Foto por: Arquivo Pessoal/Facebook

Não é só competição: Murilo e Felipe aproveitam um dia de folga nos jogos para curtir a praia em João Pessoa

Nem sempre se vive de vitórias e a garotada de Mato Grosso, que participa dos Jogos Escolares da Juventude em João Pessoa tem consciência disso. Muitos estudantes não conquistaram medalhas, mas ganharam experiência, fizeram novas amizades, conheceram um lugar diferente e aprenderam novas jogadas. Além de conseguirem participar da competição que reúne os melhores atletas do país de 12 a 14 anos de idade.

Os estudantes garantem que não vão se desanimar pelas derrotas e que vão treinar ainda mais para corrigir falhas, voltar a competição e conquistar medalhas.

Um exemplo é a estudante de Cuiabá Cristiane Castro, de 12 anos. Ela representou Mato Grosso na modalidade de Xadrez, participando de jogos disputadíssimos, de regras rígidas e de muita concentração. Nas quatro primeiras partidas a menina ganhou duas e perdeu as outras duas. No quinto jogo, o mais importante, ligaram para o seu celular que estava em seu bolso. A ligação na hora errada desclassificou a menina que foi aos prantos nos braços do técnico, o professor Jesus Filho.

Mas a tristeza, garante Cristiane, passou rápido assim que ela percebeu que os jogos não são apenas uma competição. Ela fez amizades no centro de convivência e aprendeu novas jogadas de xadrez com os estudantes mais experientes. “Ao conversar com os estudantes de outros estados percebi que nós tínhamos gostos parecidos em muitas coisas, como música e leitura, por exemplo”, citou.

O professor Jesus também destacou que a menina, que participou pela primeira vez dos jogos escolares, tem um grande potencial e futuramente pode ser campeã dos Jogos Escolares. “Ela foi campeão mato-grossense de xadrez com apenas 12 anos. É uma menina que tem muito talento”, frisou.

Os meninos do badminton, Felipe Hoffman (15) e Murilo Rospierski (14), quase beliscaram a medalha de bronze, mas acabaram perdendo nas semifinais. “Ficamos nervosos durante a partida e o jogo não fluiu. Mas faz parte. Bola pra frente”, disse Hoffman, que já participou de três brasileiros representando Mato Grosso.

Ele sabe muito bem o quanto essa experiência, de conviver com jogadores de todo país, é importante. Mas nesse ano ele se aproximou mais dos colegas da própria delegação, coisa que até então não tinha acontecido. “Foi muito bacana, pois fiz amizades com o Jonas Neto, do ciclismo, a galera do atletismo, judô e da luta olímpica. Todos são muito legais”, destacou.

Perguntado para Murilo se ele estava desanimado pela derrota, ou se iria desistir, o garoto foi curto e grosso: “de maneira nenhuma. Meu objeto é treinar para corrigir as falhas e voltar no ano que vem para ganhar a competição”, afirmou.

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