Idosa perde 75% do pulmão mas vence o novo coronavírus no litoral de São Paulo


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Mão de idosa sob bengala
Pixabay/Sabine van Erp

Antes de ser contaminada pelo Sars-CoV-2, idosa vivia com apenas 25% do pulmão em funcionamento

Na segunda-feira, 14, Rosa Maria Soares Esteves, de 68 anos, recebeu alta de um hospital em Santos, no litoral paulista, após passar 3 meses internada para tratar a Covid-19. A idosa já enfrentou um câncer de mama, possui uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e agora venceu o  novo coronavírus (Sars-CoV-2).

O diagnóstico positivo para a Covid-19 foi um choque para toda a família. De acordo com Carla Esteves Lourenço, de 38 anos, a mãe já enfrentava uma doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) há 15 anos, fazendo uso de oxigênio diariamente. Por essa razão e pela idade de Rosa, a filha sabia que o grau de dificuldade seria maior para a mãe. 

Segundo ela, os médicos foram sinceros sobre a gravidade do caso desde o início. Rosa Maria foi foi dada como uma paciente com poucas chances , ainda assim os familiares mantiveram as esperanças. “Eu pensei ‘vou continuar acreditando’, e falava para ela acreditar que iria sair dali”, disse a filha.

A alta de Rosa foi comemorada pela equipe médica e a família da paciente. “Ela é nossa guerreira. Antes [de se contaminar], os últimos exames mostravam que ela tinha apenas 25% do pulmão funcionando e já fazia uso de oxigênio”, afirmou Carla.

“Digo que ela é a Mulher-Maravilha por passar por tudo. [Minha mãe] já teve um câncer de mama, venceu, mesmo com a DPOC, conseguiu vencer a Covid , e está aí firme e forte”, comemora.

A idosa precisou sair do hospital de ambulância, ainda na maca, devido ao longo tempo de internação. Ela segue se recuperando em casa com o apoio da família.

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Segundo o Ministério da Saúde, a DPOC é uma doença pulmonar que obstrui as vias aéreas, dificultando a respiração. Ela ainda não tem cura , mas os tratamentos disponíveis podem retardar a propagação da doença, controlando sintomas e reduzindo possíveis complicações. 

O principal sintoma é falta de ar em atividades que requerem esforço, até as mais corriqueiras. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, há 210 milhões de pessoas em todo o mundo com a doença pulmonar obstrutiva crônica.

Fonte: IG SAÚDE

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