O medo e a falsa sensação de estar seguro


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O medo e a falsa sensação de estar seguro
Bia Albuquerque

O medo e a falsa sensação de estar seguro

Sentir medo é bom? Diante dessa pergunta, muitas pessoas podem responder que sim, o medo é bom, pois é ele que nos protege. Mas será que isso é, realmente, verdade?

Imagine que chegou o dia em que você irá  fazer um concurso público para o qual vem se preparando há mais de um ano. Você se senta na cadeira e recebe a prova. As mãos começam a suar, a musculatura do pescoço e ombros está travada e o coração disparado, tudo reflexo do medo que está sentindo. E aí, esse medo fez você ir melhor na prova?

Pense agora na situação de alguém que vem em sua direção com uma atitude que você considera suspeita. As pernas amolecem, o coração bate mais intensamente, você começa a tremer. Sentir o medo evitou que o assalto ocorresse?

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Você pode dizer: “Ah, mas é medo faz com que eu não me coloque em uma situação de risco”, ou “devido ao medo, procuro me prevenir e, assim, não me vejo em perigos”.

Mas, o nome disso não é medo, é instinto de sobrevivência. É esse instinto, que naturalmente faz parte do ser humano, que faz com que exista sempre a tendência à preservação e continuidade da vida.

O medo é, praticamente, o contrário disso. Pois, ao invés de garantir que a vida se expresse em sua máxima potência, ele freia e retrai, em um movimento de paralisar. Assim, por causa do medo, ideias deixam de se concretizar na forma de atitudes e projetos.

Por isso, apesar de parecer que se está protegido, na realidade, o que está ocorrendo é um bloqueio da potencialidade da pessoa. Nesse contexto, até a disposição para tentar fazer algo ou fazer de maneira diferente fica afetada, acarretando em sentimento de frustração e, em última instância, na sensação de vazio e falta de plenitude .

Como nossos pais

O grande problema é que a educação dada às crianças, de maneira geral, é baseada no medo: medo de levar uma bronca, medo de repetir de ano, medo do homem do saco… e esse padrão tem se perpetuando, sendo passado de geração a geração.

E, com o sistema “instalado” na infância, na vida adulta as pessoas vivem sob a mesma ótica: medo de serem mandadas embora, medo de serem criticadas, medo de ficarem sozinhas…

Isso resulta em pessoas paralisadas, limitadas e até mesmo aprisionadas em problemas que, muitas vezes, nem existem, sem raciocinar se o que observam em si mesmas e ao seu redor faz sentido.

E, até mesmo vivendo da maneira como disseram que a vida deveria ser vivida ou no caminho que alguém disse que era o que levaria à felicidade. Sem fazer o que realmente alimenta seu coração, sua alma.

Controle e manipulação

Em termos biológicos, o medo ativa mecanismos primitivos de luta e de fuga no sistema humano. Isso faz com que o corpo físico e o campo energético se contraiam, visando correr ou enfrentar uma ameaça em potencial, como se a todo momento estivesse iminente o risco de morte.

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Com isso, ocorrem descargas hormonais e a pessoa vive de maneira reativa, tomando atitudes que não desejava, metendo os pés pelas mãos . Em termos energéticos, ocorre uma baixa em sua frequência, e ela fica mais suscetível a influências externas em sua vibração, pensamentos, emoções e ações.

Portanto, estar sob a influência do medo é a maneira mais fácil de ser controlado e manipulado. Observe os estímulos para a venda de produtos como um exemplo: o medo da doença faz consumir planos de saúde e remédios, o medo da violência faz adquirir seguros e itens de proteção.

Atenção, não que exista algum problema com esses produtos em si. A questão é a pessoa viver apenas com foco nessas perspectivas e, assim, se tornar alvo fácil de quem tem o interesse de “criar um problema” para “vender a solução”.

Tem saída

Tomar consciência de que a maioria das pessoas está sob influência deste processo já é um primeiro passo para não viver sob o domínio do medo.

A segunda etapa é buscar o autoconhecimento, identificando as causas e os gatilhos que estão despertando essas questões em sua vida, além de identificar o que realmente faz você feliz, “limpando” as interferências de medos e padrões já estabelecidos.

O acompanhamento de um terapeuta pode potencializar esse processo, atuando conjuntamente no ganho de consciência de na limpeza energética-espiritual de todas questões relacionadas à situação do medo.

Jornada da transformação

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Texto: Bia Albuquerque ( @biaaterapeuta ) , humanoterapeuta, psicanalista espiritualista, facilitadora do Círculo da Vida e ledora de baralho terapêutico

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Fonte: IG Mulher

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