Para Mourão, relação com Argentina não muda com resultado de eleição

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Adnilton Farias/VPR – 21.05.2019

Vice-presidente, Hamilton Mourão respondeu a perguntas de jornalistas sobre Mercosul


Apesar do receio demonstrado pelo presidente Jair Bolsonaro de surgirem atritos com o governo argentino caso a chapa Alberto Fernández-Cristina Kirchner vença as eleições de outubro, o vice-presidenteHamilton Mourão descartou a ideia. Em entrevista a correspondentes estrangeiros, Mourão afirmou que os dois países têm uma relação estratégica que continuará positiva seja qual for o resultado das eleições presidenciais.

 “Considero que exista uma torcida em nosso governo para que o presidente (Mauricio) Macri consiga se reeleger, pelos laços de amizade estabelecidos. Mas nossa relação é uma relação de Estado; independentemente do governo que seja eleito, temos que buscar o melhor para os dois países, o benefício mútuo”,  disse Mourão em entrevista no Rio, segundo o jornal argentino La Nación.

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No domingo, o jornal argentino Clarín publicou uma entrevista com Jair Bolsonaro , na qual o presidente defendia a reeleição de Macri  e dizia temer atritos caso Fernández vença. Às vésperas da viagem para a cúpula do Mercosul em Santa Fé, nos dias 16 e 17, Bolsonaro criticou a visita do candidato da oposição argentina ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba, no começo de julho, assim como o desejo de Fernández de revisar o acordo entre o bloco sul-americano e a União Europeia. A chapa Fernández-Kirchner lidera as pesquisas de intenção de voto.

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“Tenho a convicção de que, diante das declarações do candidato deCristina Kirchner de revisar (o acordo) do Mercosul  e de visitar no Brasil um presidiário condenado pela Justiça em três instâncias, vejo como um sinal de que possamos vir a ter algum atrito indesejado com aArgentina “, disse o presidente brasileiro.

Mourão, por sua vez, ressaltou que Brasil e Argentina são “dois sócios comerciais inseparáveis”, com características e capacidades complementares. Ele lembrou que durante a visita da vice-presidente argentina, Gabriela Michetti, a Brasília foi discutida a possibilidade da criação de uma organização de países produtores de alimentos nos moldes da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep), como forma de ter uma participação mais decisiva no mercado mundial.

Fonte: IG Economia
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