Período de seca em MT serve de alerta para produtores buscarem suplementação alimentar para os animais

Com a chegada recente do período de seca neste ano, no estado de Mato Grosso, os produtores rurais da região devem ficar atentos à alimentação e nutrição de seu gado. Segundo os dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), uma redução significativa foi registrada no volume de chuvas desde o mês de abril, em comparação com a mesma época do último ano.

As regiões que mais foram atingidas pela seca precoce neste período foram a Sudeste e o Centro-Sul. Com isso, significante parte dos pecuaristas começaram a liberar seus animais por conta da baixa qualidade dos pastos. A tendência ainda é de que o clima seco perdure pelos próximos 30 dias.

Em boa parte do estado, o esperado é de que as chuvas acumulem entre 10 e 25 milímetros, sendo que a região nordeste registrará maior seca, com previsão de chuvas de apenas 5 milímetros. Perante a isso, os produtores que não buscarem por sistemas mais intensivos, poderão registrar perdas no processo de engorda dos animais.

“O produtor tem que estar sempre se preparando para esse período de seca, pois é justamente o momento em que o animal vai deixar de ganhar peso, pode surgir o efeito sanfona e isso prejudica a terminação desse animal”, explicou o gerente de relações institucionais da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Nilton Mesquita.

O gerente de relações ressalta que devido à falta de chuvas, a pastagem não possui condições adequadas para suprir a alimentação do gado. Com isso, o produtor rural precisa buscar outras alternativas de alimentar o animal, sendo, por meio de semiconfinamento ou um confinamento, que podem suprir a necessidade de pasto.

“O produtor tem que procurar na região dele quais seriam as soluções para ele criar uma ração ou uma complementação do pasto neste período de seca, que tem sido mais longo nos últimos anos. Ao mesmo tempo, os produtores devem ter um cuidado redobrado com os custos, para não ter um grande impacto econômico no seu negócio”, concluiu.

Fonte: AgroPlus

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