Permissionários do Mercado Municipal lutam pelo direito de continuar trabalhando no local

O comerciante Sebastião Freitas de Paula, presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Municipal, localizado na Av. Isaac Póvoas, fez uso da palavra na tribuna livre durante a sessão desta quinta-feira (07), solicitando o apoio dos parlamentares para garantir a reforma do local por meio de cessão à iniciativa privada.
De acordo com Sebastião, o prédio onde funciona o mercado foi abandonado pela administração pública, há muitos anos. “É vergonhoso uma capital como Cuiabá ter um mercado municipal nessas condições”, disparou.
O Mercado ocupa uma área de cerca de 5 mil metros quadrados em uma das principais avenidas da cidade. Dividido em dezenas de boxes com variados tamanhos, hoje funcionam no local apenas 22 lojas, muitos outros estão abandonados, onde oferecem entretenimento, secos e molhados e restaurantes.
Para se instalar no local, o comerciante deve ter permissão da Prefeitura, situação que nem todos ocupantes atuais ostentam. “Quem está irregular é por que a Prefeitura não procura”, reclamou o Presidente. Ele informou que “os últimos termos de permissão foram assinados pelo Prefeito Roberto França”, que administrou a cidade de 1996 até 2004, em duas gestões seguidas.
O comerciante salientou que o grupo deseja a revitalização do mercado, até por que, “a clientela diminui ano após ano”, fato que ele credita às “precárias condições da estrutura física do local”. O que os permissionários não aceitam é que a Prefeitura não renove os atos de permissão. Jogando na rua, sem direitos, pessoas que até então mantiveram vivo aquele tradicional espaço da cidade.
O vereador Dilemário destacou que o Mercado Municipal Miguel Sutil, foi construído nos anos 1960 e sua última reforma foi feita no governo Dante de Oliveira, na década de 1990. “Apoio as obras, mas exigimos a garantia de que os atuais permissionários continuem. Se não fosse eles, o mercado já teria acabado. Essa é a única atividade que eles têm para sustentar suas famílias, portanto, eles têm direito líquido e certo de permanecer”, afirmou o parlamentar.

Etevaldo de Almeida | Câmara Municipal de Cuiabá

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