Qual a melhor insulina para quem tem diabetes tipo 2?

O estudo CONCLUDE, divulgado nesta quinta-feira (19), mostra qual a insulina causa menos hipoglicemia em pacientes com diabetes tipo 2. Segundo a pesquisa, aqueles tratados com a insulina degludeca, comercialmente chamada Tresiba® e disponível há cinco anos no Brasil, mostraram menor taxa de hipoglicemia, principalmente noturna e grave, que pode levar à morte, em comparação à insulina glargina U300.

diabetes arrow-options
shutterstock

O estudo CONCLUDE fez uma comparação entre a insulina degludeca e a glargina U300 em pacientes com diabetes tipo 2

Leia também: Nova insulina ultrarrápida traz benefícios para pessoas com diabetes tipo 2

Os dados foram apresentados durante a 55th Annual Meeting of the European Association for the Study of Diabetes em Barcelona, na Espanha. A pesquisa também indica a insulina degludeca  trouxe uma redução significativa na hemoglobina glicada (HbA1c), taxa de açúcar no sangue nos últimos três meses, comparada a outra.

Para Rosangela Rea, professora de endocrinologia do SEMPR, ligado ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, o mais difícil no diabetes é você conseguir tratar sem causar hipoglicemia . “Então, cada vez que a gente vê um resultado que traz redução, é sempre muito positivo. É uma boa notícia para os nossos pacientes”, comemora. 

Leia também: Como a obesidade pode levar a diabetes do tipo 2

Na análise, os pesquisadores avaliaram 1609 pessoas com diabetes tipo 2 e compararam o desempenho dos dois medicamentos em adultos com a doença não controlada com insulinas basais (de ação lenta) com ou sem antidiabéticos orais. Os dois tratamentos foram administrados uma vez ao dia.

Para chegar aos resultados, o CONCLUDE encerrou uma série de vários ensaios clínicos na última década. Todos foram feitos para testar o desempenho da insulina degludeca frente às outras insulinas basais que estão disponíveis atualmente. Somados aos estudos, foram mais de 20 mil pacientes de todos os continentes. 

Dados do estudo CONCLUDE

O estudo aponta que a insulina degludeca reduziu a taxa de hipoglicemia grave em 80% e a de hipoglicemia noturna em 37% quando comparada à insulina glargina U300 durante o período de manutenção do tratamento. Levando em conta o tempo total do estudo, a redução foi de 62% e 43%, respectivamente, na mesma comparação.

“A hipoglicemia grave é um dos principais motivos de preocupação das pessoas com diabetes, além de ser potencialmente perigosa. Com isso, é vital buscarmos formas de reduzir esses episódios, melhorando a qualidade de vida desses pacientes durante a terapia”, diz Marília Fonseca, gerente médica da Novo Nordisk, empresa global de saúde.

Leia também: Problemas de coração estão mais perto do diabetes do que você pode imaginar

A profissional ainda explica que, com após a apresentação do CONCLUDE, encerra-se um ciclo de mais de dez anos. “Podemos dizer que temos orgulho dos resultados consistentes apresentados com Tresiba®. É gratificante poder fornecer melhores alternativas para o controle do diabetes”, ressalta Marília. 

“Esses dados oferecem ainda mais evidências de que a insulina degludeca pode ajudar as pessoas com diabetes tipo 2 a reduzirem seu risco de hipoglicemia sem precisar comprometer os objetivos do tratamento”, destaca Mads Krogsgaard Thomsen, vice-presidente e diretor científico executivo da Novo Nordisk.

*A repórter viajou a convite da Novo Nordisk

Comentários Facebook