“Querem criminalizar homens”, diz deputado que atacou campanha contra assédio

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Jessé Lopes, do PSL, segue atacando o movimento feminista arrow-options
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Jessé Lopes, do PSL, segue atacando o movimento feminista


O deputado estadual de Santa Catarina, Jessé Lopes (PSL) , atacou novamente o movimento feminista. Após dizer que a campanha “Não é Não”, realizada para combater o assédio no carnaval, pretende tirar “o direito da mulher de ser assediada”, ele afirmou, em entrevista ao jornal o Estado de S.Paulo, que existe uma mobilização para “criminalizar os homens”.

“As mulheres são tão vítimas quanto negros, brancos, pobres, ricos, gays e héteros. Medidas preventivas também podem ser tomadas, como por exemplo ir a lugares seguros e acompanhadas, disse o deputado ao comentar sobre medidas de combater o assédio.

Na visão de Jessé Lopes , hoje as mulheres têm mais direitos do que os homens por causa de leis como a Maria da Penha e a do feminícidio, linha de pensamento que ele já tinha externado pelas redes sociais no dia 11 de janeiro.  

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“Após as mulheres já terem conquistado todos os direitos necessários, inclusive tendo até, muitas vezes, mais direitos que os homens, hoje as pautas feministas visam em seus atos mais extremistas tirar direito. Como por exemplo, essa em questão, o direito da mulher poder ser ‘assediada’ (ser paquerada, procurada, elogiada)”, escreveu o político  na ocasião.

Jessé Lopes

Em seu primeiro mandato como deputado estadual, Jessé propôs três projetos de lei: obrigatoriedade de exame toxicológico em candidatos ao ingresso nas universidades públicas estaduais; a regulamentação do uso de equipamentos de proteção individual e instrumentos de menor potencial ofensivo pelo agente de segurança socioeducativo; e autorização ao Poder Executivo de Santa Catarina para alienar, por venda, imóveis no município de Florianópolis.

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