Rede de Controle passa a ter coordenadoria executiva colegiada

A Rede de Controle promoveu na tarde desta quarta-feira (28.02) a sua primeira reunião deste ano. Na pauta, mudanças no estatuto do grupo e a ratificação da eleição dos seus novos coordenadores. A reunião aconteceu na sala de reuniões do mezanino do Tribunal de Contas de Mato Grosso. Na ocasião, o conselheiro interino Moisés Maciel despediu-se do posto de coordenador da Rede de Controle, comandada por ele nos últimos dois anos.

A partir das mudanças introduzidas ao Estatuto, a Rede passará ter coordenação colegiada, representada por quatro coordenadores executivos. Os nomes indicados e aprovados para a Coordenadoria do grupo foram os representantes do Ministério Publico de Contas do Estado de Mato Grosso, do Ministério Público Federal(MPF), da Controladoria Geral da União (CGU) e da Advocacia Geral da União (AGU).

Os nomes foram aprovados em votação ocorrida durante a reunião extraordinária realizada no dia 13 de novembro do ano passado na sede do Ministério Público Federal (MPF).

Pelo MPC, foi escolhido o procurador de contas Alisson Carvalho; pela AGU, o advogado geral da União, Alexandre Murata; pelo MPF, o escolhido foi Carlos Augusto Guarilha e pela CGU, controladora geral da União em Mato Grosso, Karina Jacob Moraes.

A posse dos novos coordenadores será na próxima reunião da Rede, agendada para o dia 14 de março. Na mesma reunião deve ser referendada as mudanças estatutárias aprovadas na reunião de hoje.

Ao avaliar os dois anos em que comandou a Rede de Controle, o conselheiro Moisés Maciel destacou o trabalho de reorganização e fortalecimento do grupo com a criação dos grupos de trabalho, notadamente o de Inteligência, que permite hoje a troca rápida de informações entre as várias instituições-membros e o ganho em agilidade e efetividade nas ações de combate e prevenção à corrupção na gestão pública.

O conselheiro lembrou no entanto, que ainda há muito trabalho a ser realizado e apontou como uma das prioridades, ações de fortalecimento voltadas para as controladorias internas dos órgãos públicos. Moisés Maciel destacou que ainda vigora muita incompreensão por parte dos gestores sobre a importância das controladorias internas, que são vistas por alguns como um núcleo de desestabilização e entraves para a administração pública e não como uma ferramenta auxiliar de gestão e controle de eficiência e correição dos processos e sistemas administrativos.

“Muitos controladores internos, no entanto, ainda sofrem pressões, ameaças e perseguições por parte de alguns gestores. Esta é uma realidade, infelizmente, em nosso estado. Ocorre principalmente em municípios menores, mais distantes da capital. E neste ano, que tem eleições, teremos muito mais trabalho para coibirmos atos ilegais e eleitoreiros que colocam em risco o erário público”, disse o conselheiro.

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