Saúde promove ações no combate aos Diabetes no PSF do bairro Jardim Imperial

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Equipamentos e kits de mediação da glicemia foram entregues aos pacientes durante o evento

A Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande por meio da Diretoria de Atenção Básica intensifica ações educativas e de orientação sobre o diabetes. As ações e atividades são de alerta para os cuidados e tratamento da doença. O mês de novembro para a saúde pública é voltado na prevenção, orientação e enfrentamento ao diabetes.  As 18 unidades de saúde do Município estão inseridas nas ações.  Uma das medidas é a entrega de kits para aferir os níveis glicêmicos da paciente diabético. As ações fazem parte do Programa Hiperdia, que tem por objetivo cadastrar e acompanhar pacientes hipertensos e diabéticos. 

Nesta sexta-feira (25) a ação foi realizada no Centro de Saúde do Jardim Imperial. Nesta unidade são atendidos moradores de 27 bairros.  Durante o evento os pacientes receberam os kits que é composto pelo aparelho e insumos usados para medir a glicemia, além de palestras orientativas e educativas sobre a doença. No município de Várzea Grande, no segundo quadrimestre de 2016 (maio, junho, julho e agosto) foram distribuídas 53.700 fitas utilizadas para fazer a medição do índice glicêmico à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). O Dia Mundial do Diabetes é lembrado no dia 14 de novembro e o mês é escolhido para a realização de ações de enfrentamento.

Para solicitar o aparelho e insumos o paciente precisa apresentar os documentos necessários nas unidades de saúde, onde são atendidos.  Os profissionais enviam os pedidos de solicitação para a Secretaria Municipal de Saúde, onde uma equipe técnica faz a análise com base na prescrição médica e disponibiliza o kit gratuitamente ao paciente.

A enfermeira do Centro de Saúde do Imperial, Aparecida de Arruda Campos explicou durante a palestra ministrada que o diabetes é uma doença silenciosa com graves consequências. “Se não tratada a doença, as consequências vão desde amputação de membros  até mesmo a morte. Os cuidados são preventivos e funcionam. Por isso o indivíduo deve adotar uma série de cuidados com sua saúde, indo desde uma alimentação saudável e a prática de atividades físicas. Frutas e verduras e alimentos ricos em fibras devem constar no cardápio diário das pessoas. O que evita o surgimento de muitas doenças, principalmente o diabetes.  Essa prática é mudança de comportamento e adoção de hábitos saudáveis”, explicou.

A doença não escolhe idades pois acomete crianças, jovens, adultos e idosos. O diabetes do tipo 1 é hereditário, vem de família e não faz uso de insulina no tratamento. Neste caso o paciente utiliza a mediação prescrita pelo médico. Já o diabete tipo 2 é adquirido ao longo do tempo pela alimentação, sedentarismo. Enfim, pelos hábitos diários, com base na qualidade de vida da pessoa. 

O monitoramento dos pacientes diabéticos é feito pelas equipes de médicos, enfermeiros e agentes comunitários dos Centros de Saúde, Policlínicas e Postos de Saúde da Família (PSFs). “Somos o que comemos, o ideal é consumir bastante frutas e verduras e evitar frituras, alimentos gordurosos, refrigerantes e sucos industrializados. Temos que praticar atividades físicas, uma caminhada diária de pelo menos 30 minutos para baixar o nível do colesterol que também afeta o diabetes”, orientou a profissional. 

Na palestra ela falou sobre os sintomas, dos hábitos alimentares, as complicações enfrentadas quando o paciente não faz o tratamento e acompanhamento constante. Também ensinou a forma correta de utilizar aparelhos fornecidos gratuitamente pelo município para a medição da glicemia e discorreu sobre cuidados no uso e conservação do equipamento, dos insumos e do descarte correto das agulhas utilizadas para coletar a amostra de sangue para o teste. 

Aparecida também esclareceu sobre os parâmetros de medição que são aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde, sendo entre 70 a 120 quando a pessoa realiza o teste em jejum e de 170 depois de ter se alimentado. Acima desses valores já é aconselhável fazer o acompanhamento médico para receber a indicação sobre a melhor forma de tratamento e medicação.

“Também é importante fazer os exames laboratoriais a cada três meses pois são mais precisos em relação às medições com os aparelhos realizadas em casa. O acompanhamento médico é importante porque o diabetes é uma doença silenciosa e não bate na porta. Muita gente tem a doença e não sabe”, alertou a enfermeira. 

A Unidade de Saúde possui uma equipe que coordena 13 agentes comunitários de saúde responsáveis, cada um deles, por acompanhar e atender 150 famílias como parte das ações de prevenção desenvolvidas pela Rede de Atenção Básica de Saúde. No dia a dia orientam também os familiares a colaborarem na prevenção da doença. 

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