Só autorizo o que está no livrinho

Por Wilson Carlos Fuáh

Quantas vezes a vida nos impõe a necessidade de participar como líder de um grupo, de um movimento, de uma associação ou mesmo de uma causa. Na verdade, durante toda a nossa vida aparecem momentos que temos que liderar, e constantemente ouvimos dentro da nossa alma ou dentro no nosso coração uma voz nos dizendo: você tem que liderar.

A voz que clama contra o que está errada é sempre ouvida por Deus se os nossos companheiros de vida, passageiros deste tempo, não têm força para reclamar, protestar ou lutar, é a nossa vez de fazermos por eles. Quem percorre o caminho da fé, sempre traz consigo um código de honra a ser cumprido. Hoje as pessoas perderam a capacidade de indignar-se, passam a ser indiferentes às coisas mais chocantes e escandalosas.

Hoje corrupção e desvio conduta viraram “coisa mal feita”, mudaram a tipificação do crime para ser aceito e não provocar choque na sociedade. Mas a vida é uma eterna prova. E passamos por testes a todo o momento, principalmente sobre os nossos valores morais e éticos. Às vezes somos reprovados, às vezes omitimos, às vezes passamos com notas altas, e às vezes só passamos pela vida sem deixar obras nenhuma.

Como é bom liderar uma ação e ao final vermos que ela foi vencedora, que o resultado trouxe luz para as pessoas, como é bom sentir a alegria de uma vitória, de uma ação considerada quase perdida, quantas vezes através das nossas ações fomos protetor de a uma pessoa fraca e que não tinha com quem contar, ou através da nossa luta revertemos uma injustiça. E, ao contrário, quando omitimos diante das barbaridades contra uma criança ou um ser indefeso, nós mesmos sentimos como um covarde, e essa ação de covardia será cobrada um dia.

O político na sua essência é um líder natural, a sua responsabilidade existencial é muito grande, e por receber esse dom divino ele nunca pode transgredir a verdade, a honestidade e o sentido comunitário. O político na sua essência é um servidor público, porque o seu poder é transitório e emana do povo. Só para refrescar a ideia daqueles que chegaram agora por aqui: Cuiabá deu ao Brasil o seu o 16º presidente da república, foi eleito com 3.251.507 de votos, por eleição direta, disputou a eleição pelo partido PSD, assumiu a Presidência da República com 63 anos, e governou o país por 5 anos, de 31 de janeiro de 1946 a 31 de janeiro de 1951, nasceu em Cuiabá em 18 de maio de 1883 e morreu no Rio de Janeiro em 11 de julho 1974.

Até hoje nunca se falou em desvio de conduta, nenhuma mácula existe sobre a figura dele. Entre as inúmeras obras as duas que mais marcaram foram: a construção da rodovia Presidente Dutra (que liga Rio de Janeiro a São Paulo) e a construção do Maracanã, cabendo a ele presidir a abertura oficial do 4º Campeonato Mundial de Futebol, em junho de 1950. Com muita honra a todos nós que nascemos no Centro da América do Sul, temos o prazer de dizer que o 16º presidente da República do Brasil era cuiabano, seu nome Marechal Eurico Gaspar Dutra, um homem legalista, e que respeitava a Constituição em todas as suas ações de governo, e dizia assim: “só autorizo o que está no Livrinho”.

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