Suspeita de matar marido é presa durante velório em Canabrava do Norte

Uma mulher acusada de matar o próprio marido foi presa pela Polícia Judiciária Civil, no domingo (21.08), durante o velório da vítima, em Canabrava do Norte (1.215 km a Nordeste de Cuiabá). Segundo as investigações, Marinalva Correira de Freitas, além de ser responsável pela execução do marido com um disparo de arma de fogo, ainda alterou o local do crime.

Leonardo Ferreira de Lima foi morto na madrugada de sábado (20.08) na zona rural de Canabrava do Norte. Assim que a Polícia Civil foi acionada, as investigações começaram com Marinalva sendo a única testemunha do fato. Desde o início, a suspeita negou ser a autora do crime.

A vítima foi encontrada morta, com um disparo de arma de fogo, na região da nuca e segurava uma faca nas mãos. De acordo com a versão da suspeita, dois homens chegaram em um carro e executaram a vítima. No entanto, no local do homicídio, os investigadores não encontraram vestígios de pneus de carro.

Em conversa com o médico legista, o delegado, Marcelo Henrique Maidame, foi informado que seria pouco provável que após ser atingida, a vítima continuasse segurando uma faca. Outro fato que chamou atenção, foi que, mesmo o crime tendo ocorrido por volta da meia-noite, a suspeita somente acionou a Polícia nas primeiras horas da manhã seguinte.

Marinalva participava do velório da vítima, quando os policiais a conduziram até a delegacia. Após apresentar várias condições, a suspeita confessou ter utilizado uma arma calibre 38 para executar o marido e afirmou ter alterado a cena do crime para colocar a faca na mão da vítima.

“A motivação do crime ainda será esclarecida no decorrer das investigações, mas a princípio a suspeita afirmou ter agido em legítima defesa, apesar dela não ter nenhuma lesão aparente e os disparos terem atingido as costas da vítima”, destacou o delegado.

Marinalva foi autuada em flagrante delito pelo crime de homicídio qualificado por meio de traição e fraude processual.

O delegado agradeceu o empenho dos policiais, Luiz, Fabiano e Deuzivan, que foram fundamentais para resolução rápida do crime.

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