Trabalhos da CPI do Paletó recomeçam do zero após mudança de membros da comissão

O vereador Marcelo Bussiki (PSB) afirmou que, em razão da nova composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), os trabalhos da CPI vão recomeçar do zero. A CPI apura suposta quebra de decoro e obstrução da Justiça por parte do prefeito Emanuel Pinheiro, gravado recebendo maços de dinheiro e os colocando no paletó quando ainda ocupava o cargo de deputado estadual.
A nova composição foi nomeada pelo presidente da Câmara, Misael Galvão (PSB), e está publicada no Diário Oficial que circula nesta segunda-feira (07.10). Bussiki segue como presidente da comissão. Fazem parte ainda os vereadores Toninho de Souza (PSD) e Sargento Joelson (PSC), relator e membro da CPI, respectivamente.
De acordo com o presidente da CPI, Marcelo Bussiki, as oitivas serão realizadas novamente a fim de evitar que as evidências obtidas sejam questionadas como nulas futuramente, já que houve a nomeação de membros da CPI diferentes dos que estavam na antiga composição. Antes da decisão da 4ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá, eram membros da CPI os vereadores Adevair Cabral (PSDB) e Mário Nadaf (PV), relator e membro da comissão, respectivamente.
“A fim de evitar que lá na frente, ao final do nosso trabalho, todas aquelas declarações já obtidas há dois anos durante nosso trabalho da CPI sejam questionadas por terem sido obtidos pela CPI em composição anterior a esta, entendo ser necessário que façamos novamente os pedidos de documentação, oitivas, entre outros trabalhos”, disse.
Deverão ser novamente ouvidos em oitiva o ex-governador Silval Barbosa, seu ex-chefe de gabinete Silvio César Corrêa, o ex-secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Alan Zanatta, o servidor Valdecir Cardoso de Almeida, responsável por enquadrar a câmera usada para gravar Emanuel Pinheiro, entre outras pessoas.
“Como os membros da nova composição não tiveram oportunidade de fazer perguntas irrestritamente aos depoentes, porque não eram membros da comissão, pretendo novamente realizar o pedido dessas oitivas e reiniciar este trabalho, que parou lá atrás de forma abrupta, sem respostas e que deveremos obter neste momento”, disse.
Bussiki esclareceu ainda que, diferente das oitivas, os documentos já obtidos poderão ser reaproveitados se os novos membros da CPI entenderem que é possível e que não haverá nenhum prejuízo ao atual trabalho da comissão. “A Procuradoria da Câmara de Cuiabá já nos orientou neste sentido e vamos deliberar juntos se haverá um novo pedido dos mesmos documentos ou se só vamos solicitar apenas novos”, explicou.
A primeira reunião da comissão já foi convocada para a próxima segunda-feira (14.10), às 8h, quando os vereadores vão decidir sobre o início dos trabalhos, como as deliberações das oitivas, documentos solicitados, entre outros assuntos. Ainda segundo Bussiki, o trabalho vai ocorrer independentemente de o presidente da Casa de Leis, Misael Galvão, já ter comunicado que continuará movendo recursos contra a composição da comissão e da investigação.
“Entendo que não haja nenhum embaraço judicial que nos impeça de realizar o trabalho da CPI. O juiz entendeu que a Câmara deveria nomear novos membros, eles foram nomeados e agora inicia nosso prazo de trabalho. Se o presidente da Câmara entender que deve recorrer para nos impedir, é um direito dele que não vai fazer com que nós esperemos mais”, encerrou.
Ao todo, a CPI terá 120 dias para sua conclusão. O prazo de encerramento dos trabalhos pode ser prorrogado mediante a solicitação da comissão. Assim que elaborado um relatório final, o documento deverá ser colocado para aprovação do plenário.

Karine Miranda | Assessoria Vereador Marcelo Bussiki

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Fonte: Câmara de Cuiabá
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