Trabalhos vão definir futuro dos agentes de saúde em Mato Grosso

Reunião da equipe técnica da Frente Parlamentar dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias (Foto: Karen Malagoli/ALMT)

A Frente Parlamentar dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias da Assembleia Legislativa realizou, hoje (16) pela manhã, a primeira reunião de trabalho. No encontro que aconteceu no gabinete do Dr. Leonardo (PSD) ficou definido que no final de cada reunião será formatado um relatório contendo as demandas da categoria.

Agora, a frente tem um prazo de dois anos para realizar os trabalhos e, posteriormente, formatar uma proposta com as principais demandas elencadas pela categoria nesse período. Durante a reunião, ficou definido que será realizada um encontro mensal. A próxima reunião está prevista para o dia 16 de setembro, às 9 horas. O local não foi definido  

De acordo com o coordenador da frente, Carlos Eduardo Souza Santos, a cada 60 dias será formatado um relatório e o documento encaminhado aos deputados membros da frente parlamentar. Entre os assuntos que serão debatidos é o da certificação dos agentes de saúde, que, segundo Carlos Eduardo, possuem mais de 10 anos de trabalho efetivo, mas têm problemas na efetivação na carreira.

Outra pauta que deve ser discutida é o de pegar os dados dos municípios mato-grossenses que não estão recebendo os repasses financeiros do governo federal que, segundo o coordenador, estão sendo retidos.

“Isso dificulta os trabalhos que vêm sendo desenvolvidos no interior, principalmente nas cidades mais distantes dos grandes centros. O prefeito recebe do governo federal, mas não repassam aos agentes comunitários”, explicou Carlos Eduardo.

De acordo com o representante do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde de Mato Grosso, Domingos Antunes da Silva, em todo o Estado existem pelo menos oito mil agentes de saúde e o maior gargalo enfrentado pelo setor é a falta de políticas públicas.

“As discussões para resolver os problemas dos agentes de saúde ficam apenas no papel. Falta vontade política para resolver questões como, por exemplo, da baixa remuneração da categoria. Muitos municípios pagam um salário mínimo pelo serviço prestado ao cidadão, enquanto o piso nacional é de R$ 1.014. Há muita negligência por parte do estado para resolver essa questão”, disse Domingos da Silva.

A presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Mato Grosso, Dinora Magalhães Arcanjo, disse que uma das principais bandeiras da categoria é a qualificação profissional para os quase oito mil agentes de saúde em atividade em Mato Grosso.

“Hoje, boa parte dos profissionais já possui curso técnico, agora queremos investir num curso de nível superior em saúde coletiva. A última qualificação à categoria foi há quatro anos, mas muitos não a fez porque não têm condições financeiras para fazê-la”, destacou Dinora Magalhães. 

A frente é composta pelos deputados Dr. Leonardo (PSD), Oscar Bezerra (PSB), Emanuel Pinheiro (PMDB), Dilmar Dal Bosco (DEM) e Silvano Amaral (PMDB). A frente foi constituída no dia 29 de outubro de 2015 e publicado no Diário Oficial do mesmo dia. 

Fonte: AL MT
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