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Natasha repudia intolerância política após ataque à militância durante caminhada em Sinop

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A candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko (PSD), repudia o episódio de violência e intolerância política ocorrido na tarde desta quarta-feira (23), durante uma caminhada de campanha pela Avenida Júlio Campos, em Sinop, no norte de Mato Grosso. Cerca de 40 cabos eleitorais e apoiadores que acompanhavam Natasha foram abordados por um homem e uma mulher com camisetas “Fora Lula” e referências bolsonaristas.

Segundo integrantes da campanha que presenciaram o episódio, o casal chegou filmando o grupo, proferindo palavras de ordem contra o presidente Lula e o PT e dirigindo ofensas e provocações aos participantes. A situação evoluiu para agressões físicas e exigiu a intervenção da Polícia Militar.

“Isso é inadmissível e lamento veementemente o caso de agressão e violência da qual nossas equipes foram vítimas em Sinop. Esse episódio mostra como a intolerância política é perigosa para a segurança e para a democracia no Brasil”, ressalta Natasha.

A caminhada fazia parte da passagem da Onda Rosa por Sinop, uma das três cidades visitadas pela candidata na quarta-feira. Natasha cumpriu agendas em Tangará da Serra, Sinop e Alta Floresta. Em Sinop, a concentração ocorreu por volta das 14h, na Praça da Bíblia, de onde o grupo saiu em caminhada em direção à Avenida Júlio Campos.

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A mobilização reunia cabos eleitorais e apoiadores de diferentes candidaturas e partidos que integram a coligação Mato Grosso para Todos. Durante o percurso, Natasha entrava nos estabelecimentos comerciais para conversar diretamente com os trabalhadores e se apresentar como candidata ao Governo de Mato Grosso, enquanto o grupo aguardava do lado de fora.

A caminhada transcorria de forma ordeira quando o homem e a mulher se aproximaram. Os dois começaram a filmar os participantes e a proferir palavras de ordem contra Lula e o PT. Em seguida, passaram a dirigir ofensas e provocações aos integrantes do grupo, entre os quais estavam mulheres e idosos.

A tensão aumentou e terminou em agressões físicas. Ieza Gabriela Paulino, filha do candidato a deputado estadual Flávio Caminhoneiro (PSD) diz que foi humilhada e agredida durante o ataque. “Eu estava com meu pai e minha mãe, estávamos batalhando na campanha, isso é uma vergonha. Nós respeitamos as divergências e não podemos aceitar esse tipo de ataque”. Ieza e sua mãe Dona Solange Paulina tentaram se defender dos agressores que foram contidos com a chegada de policiais militares.

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Ney da Saúde, presidente do Diretório Municipal do PT de Sinop e assessor do deputado estadual e candidato a reeleição Lúdio Cabral, interveio para tentar impedir que as agressões continuassem e acabou sendo mordido em um dos dedos por uma das pessoas envolvidas no ataque. O ferimento provocou sangramento.

Indignado com o episódio, Ney afirma que a violência política ultrapassa qualquer divergência partidária e atinge o próprio direito à participação democrática.

“Como presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores, PT de Sinop, repudio toda forma de violência, intolerância e perseguição política. Reconheço que não deveríamos ter respondido às provocações e peço desculpas aos colaboradores, à Dra. Natasha, aos apoiadores, a todos que presenciaram o ocorrido e a toda a população sinopense. Reafirmamos nosso compromisso com o diálogo, o respeito e a democracia. Seguiremos trabalhando com responsabilidade e serenidade, sem permitir que a violência desvie nosso objetivo”, afirma.

Para Natasha, divergências políticas não podem ultrapassar os limites do debate democrático e se transformar em intimidação ou violência contra quem pensa de forma diferente.

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“A perseguição e a violência não irão nos calar. Seguiremos firmes em defesa do Estado Democrático de Direito”, conclui.

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